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Cúmplice de Epstein pede indulto a Trump para depor no Congresso

Maxwell afirma depor apenas se Trump lhe conceder indulto, em audiência que analisa documentos do caso Epstein

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell foram condenados por crimes sexuais. Foto: Handout / US DEPARTMENT OF JUSTICE / AFP
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  • Ghislaine Maxwell recusou responder perguntas ao Congresso dos EUA; disse estar disposta a depor se recebesse indulto de Donald Trump.
  • A audiência ocorreu por videoconferência, com Maxwell presa no Texas, a portas fechadas.
  • O Departamento de Justiça abriu, sem censura, arquivos de Epstein para revisão por parlamentares; objetivo é esclarecer vínculos com figuras poderosas.
  • Maxwell, de 64 anos, já foi considerada culpada em 2021 por tráfico sexual de menor relacionado a Epstein e cumpre 20 anos de prisão.
  • Advogado de Maxwell afirmou que ela pode falar plenamente se houver indulto; parlamentares veem estratégia para conseguir benefício.

Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou responder perguntas do comitê do Congresso dos EUA. A testemunha não quis depor por videoconferência, em tribunal no Texas, a menos que receba um indulto do presidente Donald Trump. A audiência ocorreu na sequência da divulgação de documentos relacionados ao caso.

O feito acontece em meio à liberação não censurada de arquivos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça. Parlamentares exigem transparência depois da retirada de nomes de certos envolvidos, sob uma lei de acessibilidade aprovada no Congresso. Epstein morreu em 2019, sob hipótese de suicídio, enquanto aguardava julgamento.

Maxwell, 64 anos, é a única pessoa condenada por crimes ligados a Epstein. Ela foi condenada em 2021 por tráfico sexual de menores e cumpre pena de 20 anos. O depoimento foi curto e marcado pela aplicação da Quinta Emenda, segundo o presidente do Comitê de Supervisão da Câmara.

O advogado de Maxwell afirmou que a cliente está disposta a falar caso receba indulto de Trump. O posicionamento diverge de declarações de representantes democratas, que veem a situação como estratégia para obter o perdão presidencial. O caso continua sob escrutínio público.

A imprensa acompanha a pressão de políticos, empresários e figuras públicas cujos vínculos com Epstein ficaram expostos. Entre os nomes citados, há expectativa de depoimentos de Bill e Hillary Clinton no fim de fevereiro, e relatos sobre a proximidade com Trump.

A legislação de transparência determina que informações sensíveis sobre as vítimas não podem ser reveladas, mas não permite censura sem justificativa. Parlamentares questionaram o que consideram supressões de nomes em documentos, com informações de remetentes dos e-mails envolvendo Epstein.

O caso Epstein segue gerando debates sobre a conduta de figuras influentes. A divulgação dos arquivos intensifica a pressão sobre autoridades e ex-políticos. Não houve indicação de novas acusações contra Maxwell ou outras figuras públicas.

Nenhuma conclusão é apresentada aqui. O conteúdo descreve fatos já notificados pelas autoridades e cobertura mediática sobre os desdobramentos do caso Epstein. As informações citadas refletem o que foi divulgado até o momento.

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