- Macron afirmou que as “ameaças” comerciais e as intimidações dos Estados Unidos não terminaram, prevendo novas pressões, inclusive sobre farmacêuticos, de forma contínua.
- Ele criticou o alívio considerado covarde dos governos da UE após o pico da crise tarifária e pediu despertar europeu para diversificar acordos comerciais e fortalecer o mercado interno.
- O presidente defendeu uma “preferência europeia” em setores estratégicos — tecnologias limpes, química, aço, automóveis e defesa — para proteger a indústria sem recorrer ao protecionismo.
- Sobre o acordo entre União Europeia e Mercosul, chamou-o de ruim, antigo e mal negociado, defendendo acordos justos com salvaguardas e respeito ao clima.
- Sobre a Rússia, disse desejar retomar o diálogo de forma coordenada entre europeus e contatos limitados, destacando que Rússia não busca paz no momento, apesar de reestabelecer canais técnicos.
Emmanuel Macron afirmou em entrevistas conjuntas a veículos europeus que as ameaças comerciais dos Estados Unidos não terminaram. O presidente francês pediu um despertar europeu diante de tensões que, segundo ele, podem evoluir ao longo do tempo.
Ele declarou que houve um alívio covarde entre governantes europeus ao saírem do pico da crise tarifária com Washington, mas ressaltou que as pressões sobre tarifas devem continuar. Ameaças diárias devem ser esperadas, disse.
Macron afirmou que, diante de agressões comerciais, a Europa não deve ceder nem buscar acordos apressados. Segundo ele, essa estratégia tende a aumentar a dependência europeia ao longo do tempo.
Ameaças e respostas
O chefe de Estado destaca a necessidade de proteger a indústria europeia sem recuar ao protecionismo. Defende uma preferência europeia em setores estratégicos como tecnologias limpas, aço e defesa, para evitar perder fôlego competitivo.
Ele citou o acordo de livre comércio entre UE e Mercosul como ruim, antigo e mal negociado, segundo suas palavras. Macron defende acordos justos, com salvaguardas e respeito climático.
Comércio e objetivos
O presidente pediu simplificação e aprofundamento do mercado interno da UE, além de diversificação de acordos comerciais. A meta é reduzir vulnerabilidades frente a pressões externas sem fechar portas ao comércio.
Sobre a Rússia, Macron mencionou a necessidade de diálogo coordenado entre europeus e um conjunto limitado de interlocutores. Os contatos diretos com Putin foram suspensos pela guerra na Ucrânia.
Contexto de contatos
No início de fevereiro, Macron enviou o conselheiro diplomático a Moscou para iniciar contatos técnicos. As primeiras reuniões indicaram que a Rússia não busca paz imediata, mas abriram canais de diálogo para etapas futuras.
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