- A Roskomnadzor anunciou, em 10, a implementação de restrições graduais ao Telegram por alegada violação da lei russa.
- O governo busca incentivar o uso de serviços digitais nacionais, promovendo o concorrente estatal Max, que também pode processar pagamentos e serviços governamentais.
- Críticos dizem que a medida aumenta o controle e a vigilância da internet, em contexto de repressão à dissidência durante a ofensiva na Ucrânia.
- O Telegram é amplamente utilizado na Rússia, tanto como mensageiro quanto como rede social, com figuras públicas e autoridades atuando na plataforma.
- A Rússia já tentou banir o Telegram no passado, fracassando em 2020 e suspendendo a proibição; agora as restrições continuam sendo aplicadas.
A agência reguladora de internet da Rússia anunciou nesta terça-feira a implementação de restrições graduais à plataforma de mensagens Telegram, com base em alegação de violação à lei. A medida busca aumentar o controle sobre serviços digitais no país.
A Roskomnadzor afirmou que a lei russa continua sendo ignorada e que não há ações eficazes para combater fraudes e usos criminosos ou terroristas por meio das mensagens. A agência pediu cumprimento das regras vigentes.
Críticos e defensores dos direitos humanos veem a ação como parte de um esforço de maior controle da internet pelo governo, em meio a tensões políticas e a repressões a dissidentes.
A Roskomnadzor reiterou que manterá restrições graduais ao Telegram, argumentando que a plataforma não cumpre as normas legais. O serviço é amplamente utilizado na Rússia, tanto para mensagens quanto como rede social.
Concorrente estatal Max
O governo também sinaliza direcionar usuários para o serviço estatal Max, que pode processar pagamentos e oferecer serviços governamentais. A iniciativa envolve estimular a migração de usuários para a nova plataforma.
Histórico recente mostra que o Telegram já teve tentativas de banimento na Rússia. Em anos anteriores, o governo tentou bloquear o aplicativo, mas as ações não se consolidaram, levando à suspensão da proibição em 2020.
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