- Keir Starmer demitiu o secretary de gabinete Chris Wormald, após apenas 14 meses no cargo, em uma saída anunciada como acordo mútuo.
- A jornalista Antonia Romeo, atualmente secretária permanente do Ministério do Interior, assumirá o posto, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no governo.
- A troca ocorre em meio às controvérsias envolvendo Mandelson e Epstein, e à pressão interna por mudanças no governo.
- Nos dias anteriores, Starmer já tinha removido o chefe de gabinete Morgan McSweeney e o diretor de Comunicação Downing Street Tim Allen, demonstrando instabilidade no núcleo de poder.
- As mudanças ocorrem às vésperas das eleições municipais e regionais, com tendência a colocar o líder trabalhista sob questionamentos.
A gestão de Keir Starmer enfrenta uma nova onda de turbulência após mudanças profundas no aparato do governo britânico. Chris Wormald deixou o cargo de secretário de Gabinete, apenas 14 meses após assumir. A decisão foi apresentada como acordo mútuo entre Starmer e o próprio Wormald.
Wormald ocupava a função de maior nível na Administração Civil do Reino Unido, com papel central na coordenação de políticas, registros de reuniões e garantias éticas dos nomeamentos. A saída acontece em meio a críticas internas sobre a condução do escândalo Mandelson/Epstein.
Starmer tinha manifestado insatisfação com o perfil do secretário, considerado muito tradicional para um governo que busca mudanças profundas. O afastamento, embora apresentado como consenso, é interpretado como sinal de crise para o governo.
Reconfiguração do alto escalão
Antonia Romeo, atual secretária permanente do Ministério do Interior, deverá substituir Wormald. A nomeação marca a investida de Starmer para acalmar críticas internas, especialmente entre deputadas do Partido trabalhista.
A decisão se soma a mudanças anteriores ligadas ao escândalo Mandelson/Epstein, que atingiu diferentes pilares do governo. O objetivo declarado é restaurar a confiança e facilitar a governabilidade.
Starmer já havia afastado o chefe de Gabinete Morgan McSweeney, aliado histórico da campanha vitoriosa do líder. Em seguida, Tim Allen deixou a direção de Comunicação de Downing Street, completando uma sequência de mudanças em 18 meses.
Contexto político e próximos passos
As recentes baixas ocorrem em meio a expectativa de eleições municipais na Inglaterra e regionais na Escócia e no País de Gales para 7 de maio. Pesquisas indicam potencial derrota para o Partido Trabalhista, o que aumenta a pressão sobre Starmer.
A direção do partido busca reduzir impactos do escândalo e manter a coesão interna. O cenário eleitoreiro pode influenciar a interpretação pública sobre a estabilidade do governo e a capacidade de entregar reformas.
Fonte: El País.
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