- O presidente Gustavo Petro denunciou dois complots durante um Conselho de Ministros, incluindo uma suposta tentativa de assassinato enquanto ele viajava de helicóptero.
- Uma segunda acusação envolve suposta conspiração para plantar substâncias psicoativas, possivelmente cocaína, no veículo presidencial para lhe ligar ao narcotráfico e sabotar reunião com Donald Trump.
- A informação levou à saída do serviço de um general da Polícia, apontado como possível responsável pela operação, conforme ordens já assinadas.
- Fontes de inteligência divergem sobre a origem da informação, com hipóteses envolvendo a Direção Nacional de Inteligência (DNI), setores da inteligência militar ou entidades estrangeiras.
- O ministro da Defesa ordenou fortalecer a inteligência e contrainteligência, enquanto o caso ampliou as tensões entre diferentes setores do poder e a instituição militar.
Gustavo Petro denunciou novas tentativas de sabotar seu governo durante um extenso Conselho de Ministros. O presidente afirmou que houve um complô para incriminá-lo com drogas e para sabotar a reunião com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, realizada recentemente na Casa Branca. Segundo Petro, a aeronave que o transportava desviou para o mar por várias horas. As informações parecem apontar para uma operação para associá-lo ao narcotráfico, embora não haja detalhes públicos sobre os responsáveis ou evidências apresentadas.
A acusação sobre cocaína no veículo presidencial ganhou contornos inéditos. Petro disse ter informações sobre uma conspiração para plantar substâncias psicoativas com o objetivo de prejudicar o encontro com Trump. Horas depois, foi anunciada a demissão de um general de alto comando ligado à polícia, que seria ligado à suposta operação. A decisão foi anunciada por autoridades de segurança.
Fontes de inteligência consultadas pelo EL PAÍS não ofereceram consenso sobre a origem da informação que chegou ao presidente. Uma leitura aponta para a Diretoria Nacional de Inteligência DNI, órgão próximo ao Palácio de Nariño, dirigido por aliados de Petro. Outra versão envolve setores da inteligência militar com possível cooperação estrangeira, em meio a tensões regionais.
Especialistas indicam que o episódio alimenta um clima de desconfiança entre as diferentes esferas de poder. Segundo analistas, há histórico de tensões entre setores ligados a Petro e parceiros da carreira militar, o que amplia a dúvida sobre a natureza e a veracidade das denúncias apresentadas.
O ministro da Defesa solicitou que as Forças Armadas e a Polícia reforcem a inteligência e a contrainteligência para neutralizar ameaças ao presidente. A expectativa é de que haja levantamento formal de informações para esclarecer o caso. A dimensão política da denúncia é mencionada por autoridades oficiais.
Edwin Urrego, general afastado, foi alvo indireto das acusações de Petro. O presidente também citou um registro policial feito na casa de Benedetti, ministro do Interior, em 2025, como parte de uma sequência de ações disputadas entre palácios. Benedetti respondeu acusando o presidente de instrumentalizar casos de inteligência.
As controvérsias sobre a qualidade das informações não são novas. Diversos agentes de inteligência divergem sobre a confiabilidade de dados apresentados para justificar ações de alto impacto político. Em meio a isso, Petro costuma explorar esse tipo de alerta para reforçar sua agenda.
No âmbito doméstico, surgiram outros temas naquele dia, como processos envolvendo aliados próximos a Petro. A imprensa informa que o interesse é acompanhar o desdobramento das investigações e a postura das instituições diante das denúncias.
Em meio ao noticiário, a agenda de Petro seguiu com publicações sobre temas de saúde e hábitos de alimentação, sem relação direta com o caso de segurança. A continuidade do calendário oficial foi preservada, enquanto as comissões avaliam as informações recebidas.
Repercussões institucionais
Defesa e polícia comunicaram que reforçariam a segurança presidencial, com avaliação de informações para eventuais ações. O governo reiterou que não há confirmação pública de envolvimento de terceiros, e que investigações seguem em curso.
Contexto político
Especialistas destacam que episódios assim costumam acirrar disputas entre grupos ligados ao governo e setores da área de segurança. A narrativa de sabotagem política permanece sob análise, com diferentes leituras sobre motivação e autoria.
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