- Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o governo russo informou ter bloqueado o WhatsApp na Rússia, alegando resistência do app em cumprir a lei local.
- O bloqueio, que também envolve Instagram e Facebook, foi confirmado pelo Financial Times; o porta-voz Dmitry Peskov não comentou o Telegram.
- O WhatsApp afirma ter 100 milhões de usuários na Rússia e chamou a medida de retrocesso que reduz a segurança dos cidadãos.
- A ação foi realizada pelo Roskomnadzor, removendo os apps de um diretório online e dificultando o acesso sem VPN.
- O governo vem promovendo o Max, plataforma estatal equivalente a um “super app”; o Telegram criticou a medida, defendendo privacidade e liberdade de expressão.
O Kremlin informou nesta quinta-feira (12) que bloqueou o WhatsApp na Rússia devido à resistência do aplicativo em cumprir a lei local. O porta-voz Dmitry Peskov explicou que a decisão foi tomada pela relutância do WhatsApp em atender às normas russas. O bloqueio também foi vinculado, pelo Financial Times, ao bloqueio de Instagram e Facebook.
Peskov não comentou sobre possíveis ações contra o Telegram durante a coletiva. O regulador Roskomnadzor é apontado pela imprensa como responsável pela filtragem, enquanto o WhatsApp acusou o governo de retrocesso que reduz a segurança dos usuários.
Segundo o jornal, a Rússia passou a remover o WhatsApp, o Instagram e o Facebook de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor. A medida torna a utilização dos serviços mais difícil sem ferramentas como VPNs.
O bloqueio afeta, segundo a empresa de mensagens, mais de 100 milhões de usuários na Rússia. O WhatsApp descreveu a decisão como uma tentativa de isolar a população e migrar para um serviço estatal sem criptografia.
O governo russo tem avançado na construção de um ecossistema de comunicação próprio, conhecido como Max, desenvolvido pela VKontakte. O Max é visto como uma alternativa ao WhatsApp, com críticas quanto à criptografia e à vigilância estatal.
O Telegram também teve restrições parciais, com bloqueios a chamadas de voz em alguns momentos. O cofundador Pavel Durov criticou a medida, dizendo que a Rússia busca forçar a migração para o Max, o que ele chamou de tentativa de censura.
A cada mudança, autoridades e empresas divergem sobre impactos. O governo sustenta que as medidas visam cumprir leis e segurança nacional, enquanto empresas defendem a privacidade e a comunicação confiável de seus usuários.
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