- O vereador Lucas Pavanato (PL-SP) publicou vídeo rasgando uma foto de Dias Toffoli na tribuna da Câmara e, pouco depois, a postagem foi arquivada por baixo engajamento.
- A Polícia Federal pediu a suspeição de Toffoli após encontrar menções ao relator no celular do banqueiro Daniel Vorcaro; relatório foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin.
- Toffoli determinou que a PF encaminhe à Corte o conteúdo de todos os celulares apreendidos na investigação do Banco Master; há relatos de conversas entre Vorcaro e Toffoli.
- Pavanato afirmou que o brasileiro nutre desprezo por Toffoli e pediu impeachment, citando supostas relações suspeitas e envolvidos no caso Master.
- O vereador, que foi o mais votado do país em 2024 com 161.386 votos, também questionou a relação entre a advogada Viviane Barci de Moraes e a defesa do Banco Master, ligada ao caso.
O vereador Lucas Pavanato (PL-SP) rasgou na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo uma foto do ministro Dias Toffoli, do STF, durante a 100ª Sessão Ordinária. A ação foi gravada em vídeo e publicada nas redes sociais. Pouco depois, a postagem foi arquivada pela assessoria do parlamentar, sob justificativa de baixo engajamento.
O episódio ocorre em meio a um desdobramento da investigação sobre o Banco Master. Na segunda-feira (9), a Polícia Federal pediu a suspeição de Toffoli após localizar menções ao nome do relator no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. A PF encaminhou relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, que solicitou que Toffoli se manifeste.
Para o STF, Toffoli determinou que a PF encaminhe o conteúdo de todos os celulares apreendidos na operação. Além de menções a Toffoli, o site UOL afirmou haver mensagens entre Vorcaro e o ministro, informação confirmada ao Estadão por pessoas com acesso à apuração.
O vereador afirmou durante a sessão que o brasileiro nutre desprezo pelo ministro e que Toffoli atua sem atender às provas, conforme veiculado pela PF. Pavanato também disse que a relação entre Toffoli e Vorcaro deveria ser investigada, mantendo o tom crítico ao relator.
Toffoli declarou já ter sido sócio de uma empresa vinculada a Vorcaro, mas afirmou não ter relacionamento de amizade com o banqueiro e negou ter recebido valores. O ministro também informou que é sócio oculto da Maridt, empresa ligada à família, com participação em resorts da rede Tayayá, e que vendeu participação a fundos com participação de um pastor próximo a Vorcaro.
Em resposta a novas denúncias, Fachin interrompeu a sessão plenária para reunir os ministros da Corte. O Estadão informou que a cópia do relatório da PF que cita Toffoli seria distribuída aos ministros, bem como à defesa dele.
O vereador também questionou a relação entre Viviane Barci de Moraes, advogada de defesa do Banco Master, e a defesa da instituição. Moraes é esposa do ministro Alexandre de Moraes. O contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes previa atuação em defesa junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional, com valor mensal de R$ 3,6 milhões por três anos. Se integralmente cumprido, poderia chegar a até R$ 129 milhões até 2027, conforme documentos citados pelo Estadão. Moraes afirmou que o escritório não atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.
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