- A oposição criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no domingo, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
- O Tribunal Superior Eleitoral negou pedido de liminar para impedir a homenagem por propaganda eleitoral antecipada, mas indicou risco de ilícito.
- O Partido Novo informou que vai à Justiça Eleitoral pedir a inelegibilidade de Lula, alegando propaganda antecipada financiada com dinheiro público.
- O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL) anunciaram ações judiciais contra Lula e o evento, enquanto o ex-juiz Sergio Moro classificou o desfile como abuso de poder.
- Lula publicou mensagem elogiando o desfile; a primeira-dama Janja da Silva não desfilou, mas participou de ensaio e apoiou a escola; a Comissão de Ética Pública divulgou recomendações sobre participação de autoridades no Carnaval.
Oposição critica a homenagem a Lula realizada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói durante o Carnaval do Rio de Janeiro. O enredo destacou a trajetória do presidente Lula, sob o título Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.
A apresentação ocorreu neste domingo (15) no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no centro do Rio. O desfile integrou o calendário do Carnaval carioca e contou com a participação da Acadêmicos de Niterói, além de outras escolas que desfilavam na sequência.
A oposição tentou impedir o desfile na Justiça, alegando propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral negou o pedido, mas em ata houve alerta sobre risco de ilícito. A decisão manteve a homenagem no concurso.
Medidas administrativas e desdobramentos legais
Nesta segunda-feira, o Partido Novo informou à Justiça Eleitoral que vai pedir a inelegibilidade de Lula, citando propaganda eleitoral antecipada supostamente financiada com dinheiro público. O presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, fez a comunicação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o desfile e anunciou uma ação contra os supostos crimes do PT na Sapucaí. Também houve manifestação de outros membros da oposição sobre o uso de recursos e possíveis abusos.
O deputado Zucco (PL-RS) afirmou que o carnaval não é palanque e pediu apuração de uso indevido de recursos públicos e desrespeito a valores religiosos, citando alegorias que, segundo ele, ridicularizariam adversários.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) indicou que apresentará uma ação de improbidade administrativa no Ministério Público, caso haja registro de candidatura de Lula. A-ção envolve suposta distribuição de poder político e econômico.
Reações e posicionamentos
O senador Sergio Moro (União-PR) descreveu o desfile como abuso de poder e comparou o evento a regimes autoritários, gerando reação entre apoiadores e críticos. Paralelamente, Lula publicou nas redes sociais uma mensagem elogiando o desfile e mencionando a Acadêmicos de Niterói.
O texto abordou também as demais escolas de samba participantes e destacou que Lula acompanhou os desfiles, entre eles Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira. A participação foi alvo de debates entre apoiadores e opositores sobre o uso político do Carnaval.
Contexto institucional
Na sexta-feira anterior, a Comissão de Ética Pública da Presidência publicou recomendações sobre a participação de autoridades nas festividades. A decisão ocorreu após ações judiciais de oposição para impedir a homenagem.
A primeira-dama Janja da Silva participou de ensaio, mas não desfilou. Em nota, explicou ter preferido não desfilar para evitar confrontos com a escola ou com Lula, mantendo presença no entorno da homenagem.
No fim, a cobertura destacou a continuidade do Carnaval no Rio, com a presença de várias figuras públicas e o acirramento de debates sobre o uso político do evento, sem que haja consenso entre as partes envolvidas.
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