- Lula esteve na Sapucaí no domingo 15 para acompanhar o desfile da Unidos de Niterói, que homenageou o presidente; ele não publicou sobre o samba-enredo em suas redes.
- O desfile incluiu uma referência a Bolsonaro com o bozo-presidiário, o que gerou repercussão na oposição.
- A presença de Lula foi alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral por suspeita de propaganda eleitoral antecipada, mas os pedidos foram rejeitados pela corte.
- Também no desfile, apareceram Dilma Rousseff, Michel Temer e Alexandre de Moraes; em cenas, Temer retira a faixa de Dilma para colocar em Bolsonaro e Moraes coloca o bozo atrás das grades.
- Reações: o senador Flávio Bolsonaro acusou Lula de aumentar impostos para financiar campanha; o Tribunal de Contas da União apontou que Embratur e Liesa destinaram 12 milhões de reais entre as 12 escolas do Grupo Especial; o Novo disse que pleiteará cassação de registro caso Lula se candidate; petistas orientaram evitar mensagens de cunho eleitoral durante o evento.
Na Marquês de Sapucaí, o presidente Lula participou do desfile de abertura das escolas de samba do Rio de Janeiro no domingo, 15. O destaque foi a homenagem da Unidos de Niterói, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
A presença de Lula gerou ações no TSE por alegada propaganda eleitoral antecipada, que foram rejeitadas pela corte. O desfile manteve o tom festivo e, na leitura pública, o presidente não publicou conteúdo adicional sobre o samba-enredo em suas redes.
Lula desceu do carro e cumprimentou mestras e porta-bandeiras da noite, sem divulgar mensagens políticas no momento. O bojo da apresentação incluiu alusões a Bolsonaro com imagens controvertidas, o que provocou discussão entre opositores.
Destaques e reações
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato, criticou Lula por supostos aumentos de impostos usados para campanha. O TCU confirmou que um acordo entre Embratur e a Liesa destinaria 12 milhões de reais às 12 escolas do Grupo Especial, como critério de distribuição.
Lideranças do Novo defenderam atuação jurídica caso haja registro de candidatura de Lula. O governador de Minas, Romeu Zema, criticou o episódio no Carnaval do Rio, classificando-o como inacreditável.
Por parte do governo e de aliados, a reação foi de elogio ao desfile, sem mensagens de cunho eleitoral. O PT no Rio ressaltou orientações internas para evitar pedidos de voto durante o evento.
Entre na conversa da comunidade