- O auditor da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes acessou dados fiscais de uma enteada do ministro do Supremo Gilmar Mendes durante apuração de possível acesso indevido a dados de autoridades.
- Mansano disse a colegas que o acesso foi por equívoco, ao ver o sobrenome Feitosa e supor tratar-se de outra pessoa conhecida.
- Ao abrir o cadastro, o sistema da Receita acionou alerta de pessoas expostas politicamente (PEP) e exigiu o preenchimento de formulário.
- Ele preencheu o formulário e explicou a confusão, segundo relatos, esperando apenas uma advertência ou processo administrativo.
- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na operação; a esposa de Mansano declarou que ele não cometeu crimes e é inocente.
O auditor da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes acessou dados fiscais de uma enteada do ministro do STF Gilmar Mendes. A ação integra a investigação de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal por suspeita de acesso indevido a dados de autoridades e vazamento de informações.
Mansano e mais três servidores da Receita são alvo das buscas. Segundo apuração, o auditor afirmou ter feito o acesso por engano ao ver o sobrenome Feitosa, igual ao da enteada do ministro, e houve confusão com uma pessoa conhecida. O sistema acionou alerta de pessoas expostas politicamente (PEP).
Ao abrir o cadastro, o sistema exigiu o preenchimento de formuário específico, que ele completou trazendo a explicação. Colegas relatam que o auditor aguardava apenas uma advertência ou processo administrativo, o que não ocorreu até o momento.
Contexto da apuração
Segundo o UOL, a investigação barra acesso indevido a dados de autoridades e eventual vazamento de informações na relação com a Receita. O Ministério Público e a PF ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre os desdobramentos.
A defesa de Moraes não se manifestou até o fechamento desta reportagem. A esposa dele afirmou a agentes que o marido é inocente e não cometeu crimes, reforçando que ele não teve intenções criminosas. A reportagem não pôde ouvir o Ministério da Economia sobre o caso.
Entre na conversa da comunidade