- Onze pessoas foram detidas na França sob acusação de homicídio voluntário, violência agravada, associação criminosa e ocultação, ligadas a um grupo satélite da esquerda.
- A maioria dos detidos pertence ao grupo Joven Guardia, vinculado ao partido La France Insoumise (LFI); um assistente parlamentar de Raphaël Arnault também está entre os detidos.
- A vítima foi Quentin Deranque, de 23 anos, que morreu no hospital após uma agressão ocorrida durante uma manifestação associada a um ato da eurodeputada Rima Hassan, da LFI, na Sciences Po, em Lyon.
- A investigação aponta que, durante a confusão, militantes de esquerda atacaram defensores de um grupo feminista; Deranque teria sido cercado por pelo menos seis pessoas.
- A repercussão envolve o LFI, com críticas sobre a relação do partido com o Joven Guardia; o primeiro-ministro pediu que o partido reveja suas posições e o tom retórico.
Quentin Deranque, 23 anos, morreu após ser agredido durante uma manifestação na Universidade Sciences Po, em Lyon, na França. A agressão ocorreu na quinta-feira, em meio a protestos ligados a um evento da eurodeputada Rima Hassan, do La France Insoumise (LFI). A investigação aponta homicídio voluntário como linha inicial.
A polícia deteve nove suspeitos na terça-feira e mais dois na quarta, totalizando 11 pessoas sob custódia. A maioria é associada ao grupo Joven Guardia, colegiado satélite do LFI. Entre os detidos está Jacques-Elie Favrot, assistente parlamentar de Raphaël Arnault, deputado do mesmo partido.
Contexto do incidente
Deranque era integrante de um coletivo de ultranacionalismo e apoiava ações de uma frente que se apresentou como feminista, chamada Nemesis. Segundo o Ministério Público, o grupo envolvido na agressão era formado por militantes de esquerda extremista que atacaram participantes da manifestação.
Envolvimento político e desdobramentos
O caso elevou a pressão sobre o LFI, que é alvo de críticas por vínculo com grupos próximos a Joven Guardia. Arnault, co-fundador do grupo, é figura controversa, com partes da oposição pedindo respostas mais firmes da legenda.
Investigação e próximos passos
O Ministério Público segue apurando as circunstâncias do ataque, incluindo o papel de cada suspeito durante a agressão mortal. A linha de investigação permanece em homicídio voluntário, com possíveis desdobramentos jurídicos para outras pessoas envolvidas.
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