- Pesquisa da Reuters/Ipsos com 1.117 adultos nos EUA mostra que 69% afirmou que os arquivos de Epstein mostram que pessoas poderosas são raramente responsabilizadas; 17% disseram que descreve “muito bem” e 11% que não reflete o pensamento.
- A sondagem aponta apoio bipartidário: mais de 80% dos republicanos e democratas disseram que a afirmação descreve, pelo menos, de forma parcial o que pensam.
- Os documentos vinculam Epstein a pessoas proeminentes em política, finanças, academia e negócios, antes e depois de ele ter admitido, em 2008, crimes de prostituição envolvendo menor. Epstein morreu em 2019, em prisão, em condição considerada por autoridades como suicídio.
- Na esfera corporativa, executivos da Goldman Sachs e da Hyatt Hotels já se desligaram de cargos ou tomaram medidas após as revelações.
- Sobre a continuidade do tema, 67% dos republicanos acham que é hora de seguir em frente, enquanto apenas 21% dos democratas compartilham a mesma visão.
O público americano entende que pessoas ricas e influentes quase não respondem por seus atos, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos. O levantamento, feito após a divulgação de milhões de documentos ligados a Jeffrey Epstein, concluiu em uma aplicação de quatro dias, encerrada na segunda-feira.
Dois em cada três entrevistados disseram que a afirmação de que “elites nos EUA raramente são responsabilizadas” captura muito bem suas visões. Outros 17% avaliam como bem descrevendo, enquanto 11% discordam. Entre republicanos e democratas, mais de 80% aprovam a descrição em ao menos parte.
Os documentos federais, liberados por determinação do Congresso, ligam Epstein a figuras de política, finanças, academia e negócios, tanto antes quanto depois de ele se declarar culpado, em 2008, por prostituição de menores. Epstein morreu em 2019 em uma cela de prisão em Manhattan, cuja morte foi considerada suicídio.
Consequências em setores públicos e privados
Recentes revelações geraram quedas e mudanças em algumas empresas. Executivos da Goldman Sachs e da Hyatt Hotels renunciaram em meio aos vínculos com Epstein. Em contrapartida, outros cargos de liderança permaneceram ocupados.
A apuração também traz detalhes sobre contatos históricos de figuras associadas a Epstein. Howard Lutnick, secretário de Comércio sob a gestão de Trump, visitou a ilha particular de Epstein em 2012 e convidou o financista para um evento em 2015 ligado à campanha de Hillary Clinton. Além disso, Mehmet Oz, então administrador da CMS, enviou convite a Epstein para uma festa de Dia dos Namorados em 2016. Não há acusações formais contra Lutnick ou Oz.
O presidente Donald Trump, que manteve relações sociais com Epstein nos anos 1990 e 2000, nega ter conhecimento de crimes do financista e afirma ter rompido os laços na virada dos anos 2000. Os documentos reforçam, porém, a exposição pública de Trump ao tema durante seu mandato.
Opiniões públicas
A sondagem também mede o pulsar político sobre o tema. Quando perguntados se já é hora de seguir adiante e deixar o caso Epstein de lado, 67% dos republicanos discordaram, enquanto 21% dos democratas concordaram com a ideia. Em termos de percepção de accountability, o estudo mostra divisão menor entre os demais independentes.
A pesquisa online foi nacional, com 1.117 adultos dos EUA, e margens de erro de até 3 pontos percentuais. Os resultados refletem percepções sobre a influência de elites e a resposta institucional diante de casos envolvendo indivíduos de alto escalão.
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