- Genial/Quaest aponta Flávio Bolsonaro como principal nome da direita contra Lula, sendo o mais competitivo em cenários estimulados de intenção de voto.
- Flávio aparece com 55% de rejeição, enquanto Lula tem 54%, segundo a percepção de fevereiro da Quaest.
- No segundo turno estimulado, Lula venceria Flávio por 43% a 38% (margem de erro de 2 pontos). Em dezembro, a vantagem de Lula era de 10 pontos.
- O levantamento aponta que o governador Ronaldo Caiado ingressou no cenário após entrar no PSD; Tarcísio de Freitas ficou fora dos cenários estimulados.
- Entre a chamada “direita não bolsonarista”, Flávio tem 72% de intenção de voto e 22% de rejeição, indicando potencial de crescimento no espectro da direita.
A pesquisa presidencial da Genial/Quaest, divulgada em fevereiro, aponta Flávio Bolsonaro (PL) como principal nome da direita contra a reeleição de Lula (PT). Em cenários estimulados, o senador se consolida como o principal adversário do petista.
O estudo mostra ainda que Flávio e Lula disputam a menor rejeição entre eleitores. Flávio apresenta 55% de rejeição, ante 54% de Lula, indicador considerado decisivo em cenários de polarização, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
Cenário e leitura especializada
Analistas de sondagens destacam que a rejeição pode definir a vitória no segundo turno, especialmente se as disputas se manterem polarizadas. O levantamento aponta que nenhum pré-candidato não-Bolsonaro alcança 10% no primeiro turno, enquanto Lula oscila entre 35% e 39% e Flávio fica entre 29% e 33%.
Mudanças no cenário político
A Quaest, em fevereiro, registrou a confirmação de Flávio como concorrente forte mesmo após a saída de Ronaldo Caiado para o PSD, que costuma reunir governadores influentes. A análise aponta que o mesmo trio de presidenciáveis não alterou significativamente a percepção de posição entre os eventuais candidatos.
Repercussão do sobrenome e espaço de crescimento
Pelo menos para Flávio, o reconhecimento aumentou após a escolha do pai como pré-candidato. A sondagem aponta elevação de 28% para 36% entre quem diz conhecer e votaria no nome, ao passo que a rejeição recuou de 60% para 55%. O estudo destaca potencial de crescimento dentro da direita e entre eleitores identificados com o bolsonarismo, especialmente no segundo turno.
Efeito do antipetismo na disputa
Especialistas ressaltam que o antipetismo pode definir o opositor de Lula no segundo turno. Observam que o eleitor da direita tende a escolher o candidato com maior chance de derrotar o petista, o que torna relevante a avaliação de cenários com menor rejeição.
Perspectivas de votação e rejeição
A Quaest aponta que, no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, Lula venceria por 43% a 38% com margem de erro de 2 pontos. Em dezembro, a vantagem de Lula era maior. A análise destaca que a trajetória de rejeição continua sendo um fator-chave, mais do que a simples conquista de votos entre indecisos.
Observações sobre o universo pesquisado
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. O Ideia, por sua vez, ouviu 1.500 eleitores entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro, com margem de erro de 2,5 pontos, contratado pelo Canal Meio S.A. Ambos possuem registro no TSE.
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