- Gilson Machado, ex-ministro do Turismo de Bolsonaro (PL), publicou vídeo distribuindo adesivos em apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais.
- No material, o adesivo diz “Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026” e mostra o senador beijando a cabeça do ex-presidente.
- Machado comentou que, nas suas visitas, recebe pedidos de adesivos de Flávio e que “Lula pula nos blocos” enquanto ele faz o trabalho de formiguinha.
- Na mesma noite, a escola de samba Acadêmicos de Niterói apresentou um enredo em homenagem ao presidente Lula no desfile da Marquês de Sapucaí, no Rio.
- Parlamentares da oposição reagiram, dizendo que a ação configura campanha antecipada e que a associação entre o desfile e o presidente extrapola o caráter cultural do evento.
Gilson Machado, ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece distribuindo adesivos pró-Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto neste ano. A gravação, divulgada no domingo, mostra o adesivo sendo colado na motocicleta de um apoiador, com a frase Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026 ao lado de uma imagem do senador beijando a cabeça do ex-presidente. O material foi divulgado em uma publicação na rede X.
No texto que acompanha o vídeo, Machado afirma que costuma receber pedidos de adesivos de Flávio Bolsonaro. Ele compara a atuação de sua dupla com o desempenho de outros eventos políticos, afirmando que enquanto Lula participa de blocos, ele continua seu trabalho de base. A publicação ocorreu no mesmo dia em que a escola de samba Acadêmicos de Niterói apresentou na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, um enredo em homenagem ao presidente Lula.
A apresentação da escola de samba gerou questionamentos entre parlamentares da oposição, que veem a homenagem como uma ação de campanha antecipada. A oposição sustenta que a ligação direta entre o desfile e a figura presidencial extrapola o caráter cultural do evento e pode impactar o ambiente político diante do ano eleitoral.
Repercussões políticas
A oposição destaca que a associação entre desfile e figura do presidente pode ser interpretada como apoio institucional. Em resposta, integrantes do governo Lula defendem que o evento é cultural e não tem vinculação oficial. A discussão envolve temas de atuação de partidos e possíveis impactos eleitorais. As informações sobre as ações em redes sociais do ex-ministro e a repercussão no carnaval seguem em avaliação pelos interessados.
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