- Gabão suspendeu parcialmente o acesso a redes sociais, citando riscos à coesão social, à estabilidade institucional e à segurança nacional; a medida é imediata e vale até novo aviso.
- A Autoridade Superior de Comunicação (HAC) orderrou a suspensão sem indicar quais plataformas foram afetadas.
- O grupo de monitoramento NetBlocks afirmou que os serviços do Meta, YouTube e TikTok estavam restritos, enquanto Facebook, Instagram e X ainda estavam acessíveis no fim da tarde de quarta-feira.
- A HAC disse que plataformas digitais e ativistas violam a lei ao disseminar conteúdos inadequados, difamatórios, odiosos e abusivos.
- Gabão, liderado pelo presidente Brice Oligui Nguema após o golpe de 2023, enfrenta desafios econômicos, incluindo dívida e liquidez, o que contextualiza a saída de conectividade digital.
Gabão suspend eu temporariamente algumas plataformas de redes sociais, alegando que publicações podem comprometer a coesão social e a estabilidade institucional. A medida foi anunciada pela Autoridade Superior de Comunicação e vale até novo aviso.
A NetBlocks informou que o acesso a serviços da Meta, YouTube e TikTok está restringido no país. Ainda conforme a ONG, Facebook, Instagram e X permanecem acessíveis até a tarde de quarta-feira, segundo testemunha da Reuters.
O HAC afirmou que plataformas digitais e ativistas violam a lei gabonesa ao veicular conteúdos inadequados, difamatórios, de ódio e abusivos. Não ficou claro qual post ou grupo teria motivado a decisão.
Não houve indicação sobre quem definiu o alvo da suspensão nem possibilidade de recursos. Não foi possível ouvir um porta-voz do governo para esclarecer o caso.
Para membros da sociedade civil, a suspensão paralisaria parte relevante da atividade econômica e social em um momento de desemprego e pressão no custo de vida, segundo Nicaise Moulombi.
O Gabão vive sob o governo do presidente Brice Oligui Nguema, eleito em abril após um golpe em 2023 que encerrou décadas de mandato da família Bongo. O país enfrenta dificuldades de endividamento e liquidez.
Segundo o Banco Mundial, apesar de avanços políticos, a posição fiscal do Gabão permanece frágil, com impactos potenciais sobre importação de alimentos e serviços públicos.
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