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Mamdani ameaça elevar imposto de propriedade caso imposto sobre riqueza não passe

Ameaça de reajuste de até 9,5% no imposto sobre a propriedade pressiona Hochul a avançar com o imposto sobre riqueza

New York City mayor Zohran Mamdani presents preliminary budget.
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  • O prefeito Zohran Mamdani apresentou duas propostas orçamentárias para a cidade: aumentar impostos sobre os mais ricos ou um aumento de 9,5% no imposto sobre a propriedade como “último recurso”.
  • O aumento de 9,5% na propriedade afetaria mais de 3 milhões de imóveis de famílias e cooperativas e mais de 100 mil edifícios comerciais, segundo o New York Times.
  • A primeira opção depende da aprovação da governadora Kathy Hochul; a segunda seria uma medida dolorosa para fechar o déficit fiscal da cidade.
  • Líderes locais reagiram, com críticas de que subir o imposto sobre a propriedade é inadequado num contexto de crise de custo de vida; Hochul disse que não vê necessidade de aumento de impostos.
  • A proposta marca o início de negociações entre o prefeito e o conselho da cidade, com posições distintas entre oficiais locais e representantes republicanos.

Mamdani, prefeito de Nova York pela ala socialista, apresentou duas propostas orçamentárias que podem alterar a tributação na cidade. Uma aposta em aumentar impostos sobre os mais ricos, com apoio do governador, ou, como medida de último recurso, uma elevação de 9,5% no imposto sobre a propriedade. A estimativa aponta impacto em mais de 3 milhões de imóveis.

A primeira opção dependerá da aprovação de Kathy Hochul, governadora de Nova York, e visa taxar fortunas e grandes empresas para reduzir o desequilíbrio entre o que a cidade recebe do estado e o que entrega. A segunda opção é descrita como dolorosa e exigiria uso de reservas financeiras.

Ameaça de imposto de propriedade já coloca Hochul sob escrutínio em ano de reeleição, enquanto Mamdani defende um conjunto de programas sociais, como creche gratuita, transporte público gratuito e congelamento de aluguel para imóveis com aluguel controlado.

Segundo Mamdani, a cidade poderia ampliar serviços sem aumentar impostos para a maioria, mas afirma que, se a opção de taxação sobre os mais ricos não prosperar, a alternativa seria aumentar tributos sobre a propriedade e reduzir reservas, o que pesaria sobre trabalhadores e famílias de renda média.

Reação de autoridades locais foi rápida. O interventor financeiro da cidade, Mark Levine, criticou a proposta de aumento de 9,5% e alertou para a dependência de projeções de receita agressivas e do uso de reservas para fechar o déficit.

A governadora Hochul disse a repórteres que não vê necessidade de elevar o imposto sobre a renda. Ela anunciou aporte estadual de 1,5 bilhão de dólares para reduzir o déficit da cidade, estimado em um hiato de até 7 bilhões de dólares nos próximos dois anos.

Líderes do Conselho Municipal destacaram a importância de manter a economia estável em meio ao gasto público. Julie Menin, presidente da câmara, e Linda Lee, presidente da comissão de finanças, afirmaram que, em momentos de crise de custo de vida, ajustes significativos de impostos devem ser evitados.

Críticos do plano destacam que aumento de propriedade seria pouco progressivo e afeta principalmente famílias de baixa renda e idosos. Donovan Richards, presidente do borough de Queens, classificou a ideia como inadequada para a cidade.

A discussão entre o município e o estado deve continuar nos próximos meses, com negociações entre o prefeito e o Conselho para evitar um choque fiscal. Analistas ressaltam que o diagrama de propostas e contrapropostas continuará a orientar o Orçamento 2026.

Desdobramentos políticos

  • O debate envolve liderança urbana e estadual, com impactos diretos em políticas de habitação e serviços públicos.
  • Partidos e críticos já sinalizam posições distintas sobre responsabilidade fiscal e progressividade dos tributos.
  • O tema permanece central na agenda eleitoral, influenciando posicionamentos de candidatos à reeleição.

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