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Moraes pretende levar inquérito das fake news até 2027

Moraes sinaliza manter inquérito das fake news aberto até 2027, quando deverá assumir a presidência do STF em substituição a Fachin

O ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito das fake news no STF — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • Moraes sinalizou aos colegas do STF que o inquérito das fake news permanecerá aberto até pelo menos 2027, quando deve assumir a presidência da Corte em substituição a Edson Fachin.
  • O inquérito foi aberto em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e Moraes atua como relator.
  • O objetivo inicial era apurar ataques a ministros do Supremo, resultando em censura à revista Crusoé por divulgar um documento ligado a Toffoli.
  • A procuradora-geral Raquel Dodge pediu o arquivamento do inquérito, mas Moraes negou.
  • Em 2020, o STF decidiu pela constitucionalidade do inquérito por 10 votos a 1, com Marco Aurélio discordando.

O ministro Alexandre de Moraes sinalizou aos colegas do STF que pretende manter aberto o inquérito das fake news até ao menos 2027, ano em que deve assumir a presidência da Corte em substituição a Edson Fachin. A afirmação ocorre em meio a discussões internas sobre o destino da investigação.

O inquérito foi aberto em 2019 por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli, com Moraes designado relator. A finalidade original era apurar ataques a ministros do STF, incluindo vazamento de dados sigilosos e censuras a veículos de comunicação.

A investigação já esteve ligada a episódios como a censura à revista Crusoé, por divulgar documento que ligava Toffoli à empreiteira Odebrecht. Ao longo dos anos houve críticas do Ministério Público, que pediu arquivamento, sustento que foi negado pelo relator.

Desdobramentos

Em 2020, o STF manteve a constitucionalidade do inquérito por 10 votos a 1, com Marco Aurélio Mello sendo o voto divergente na época. A maioria entendeu que a condução do inquérito estava within da competência do tribunal.

O atual procurador-geral, Paulo Gonet, tem adotado posição favorável à continuidade do inquérito, divergir de gestões anteriores. A ala que defende a permanência ressalta o risco de ataques à Corte durante a campanha eleitoral de 2026.

No cenário político, a expectativa é de que o inquérito continue sob vigilância do STF, mesmo com mudanças institucionais. A decisão de Moraes depende de fatores processuais internos e do calendário da Corte para o próximo biênio.

Situação atual

A discussão envolve o equilíbrio entre transparência, proteção de dados e preservação da imagem institucional do STF. A administração da Corte precisa considerar impactos judiciais e políticos, bem como eventuais desdobramentos estratégicos para o relacionamento com o Ministério Público.

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