- Reform UK propõe restaurar integralmente o teto de benefício de dois filhos, anunciado por Robert Jenrick, marcando uma guinada para o partido.
- O pacote inclui reformas ao programa Motability para reduzir abusos, com alegações de uso de carros caros para condições não justificadas.
- A proposta prevê que apenas nacionais britânicos poderiam receber benefícios, e que pessoas com “angústia leve, depressão” teriam acesso interrompido, exigindo diagnóstico clínico para questões de saúde mental.
- Jenrick afirmou que o governo manteria a independência do Bank of England (BoE) e não aboliria o Office for Budget Responsibility (OBR).
- O anúncio ocorre em meio a críticas de oposição e pressões sobre custos, com Jenrick destacando equilíbrio entre permitir ter filhos e responsabilidade fiscal.
Reform UK vai restituir integralmente o teto de benefícios por família com duas crianças, anunciou Robert Jenrick. A mudança representa uma guinada significativa para o partido, que enfrentava críticas por potencial aumento da pobreza infantil. A promessa foi feita em discurso no City de Londres.
Jenrick, em sua estreia como porta-voz do Tesouro, afirmou que a nova direção envolve corte geral de benefícios, incluindo o fim de abusos no programa Motability, que financia carros, scooters e cadeiras de rodas para pessoas com deficiência. Segundo ele, recursos públicos não podem sustentar carros caros para condições como tendinites.
O ex-titular das finanças do Reino Unido também confirmou que, sob um governo Reform, apenas nacionais britânicos poderiam receber benefícios, e que auxílios para condições como ansiedade ou depressão seriam restritos, com diagnóstico clínico exigido para casos de saúde mental.
Durante o discurso, Jenrick sugeriu que o objetivo é apoiar famílias que trabalham, sem ampliar indefinidamente os gastos públicos. Questionado sobre 4,5 milhões de crianças em situação de pobreza, ele disse que é preciso equilibrar o direito de ter filhos com a responsabilidade fiscal.
Constraste com posição anterior e reações
Reações políticas foram imediatas: o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, classificou a medida de vergonhosa e afirmou que o governo anterior havia anulando uma política cruel. Farage, apesar de ter promovido a ideia de ampliar benefícios, afirmou que o tom pró-família estava em dúvida e recebeu críticas.
Jenrick também amenou o tom sobre instituições financeiras. Garantiu que a independência do Banco da Inglaterra seria mantida e que o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR) não seria abolido, embora tenha defendido reformas para melhorar a previsibilidade fiscal.
Em Davos, Farage já havia comentado a possibilidade de influenciar a nomeação do governador do banco central, sinalizando posições anteriores que divergem das declarações recentes de Jenrick. O político também havia criticado planos de cortes de impostos, segundo relatos.
Perspectivas sobre gestão econômica
Jenrick pediu estabilidade fiscal associada a reformas significativas, defendendo que o Banco da Inglaterra não deva liderar mudanças ambientais ou estratégicas de longo prazo, como a transição para o net zero. A ideia é alocar recursos para prioridades com maior impacto social.
Dados sobre a política de benefícios costumam ser alvo de controvérsia. Tesouro afirmou que, embora haja cautela fiscal, o objetivo é manter responsabilidade orçamentária. Oposição aponta riscos de aumento da pobreza entre crianças caso políticas sejam revertidas.
Dan Tomlinson, Tesouro, acusou Jenrick de enganar o público, alegando gastos sem atendimento orçamentário. Mel Stride, líder parlamentar conservador na oposição, criticou a abordagem, apontando lacunas financeiras em planos de promoção de pubs.
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