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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, protocolou uma notícia-crime no Ministério Público do Rio de Janeiro acusando a escola de samba Acadêmicos de Niterói de racismo e intolerância religiosa.
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A denúncia afirma que a escola promoveu menosprezo religioso contra cristãos durante o desfile no Carnaval do Rio.
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A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro na apuração de notas desta quarta-feira.
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Nas fantasias, a agremiação exibiu latas de conserva com o rótulo “Família em Conserva”, associando evangélicos a setores da direita e à oposição ao governo de Lula.
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O enredo homenageou Lula, em estreia no Grupo Especial, e houve tentativa de contato com dirigentes para comentar o desfile, sem retorno até o momento.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, protocolou nesta quarta-feira uma notícia-crime junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói. A acusação envolve racismo e intolerância religiosa durante o Carnaval, por suposto menosprezo a cristãos. A ação foi apresentada com base em fatos ocorridos durante o desfile.
Zema afirma que a agremiação promoveu uma hostilidade religiosa ao associar grupos evangélicos a setores da direita e a oposição ao governo federal. A peça requer o processamento da denúncia para apurar a responsabilidade de diretores pela incitação ao preconceito, alegando ampla exposição do desfile à televisão nacional.
A escola desfilou com o enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, em estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio. Lula acompanhou o desfile no camarote da prefeitura no último domingo, 15, em meio a uma cobertura que atraiu amplo público.
Em nota, a Acadêmicos de Niterói divulgou imagens do desfile nas redes sociais após a queda para a Série Ouro. A escola escreveu mensagens associando a história a uma provocação, sem esclarecer entrevistas aos dirigentes, que não retornaram aos contatos feitos pela reportagem.
Desdobramentos e contexto
A agremiação foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro na apuração publicada nesta quarta. A decisão ocorre em meio a uma acentuada polarização política no país e a críticas à escolha de homenagear o presidente em ano eleitoral.
A apuração de autoridades e a resposta da comunidade religiosa ainda não tiveram entrevistas oficiais, mantendo o tema sob avaliação de promotores e da direção do turismo cultural do rio. A expectativa é de que novas informações sejam publicadas pelas autoridades competentes.
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