- Greve geral de 24 horas começa à zero hora de quinta-feira, 19, convocada pela principal central sindical (CGT) contra a reforma trabalhista de Milei, já aprovada pelo Senado; sessão na Câmara dos Deputados está marcada para as 14h locais.
- A reforma prevê reduzir indenizações, permitir pagamentos em bens ou serviços, estender a jornada de trabalho para doze horas e limitar o direito de greve, entre outros pontos. O governo diz que as mudanças visam reduzir a informalidade e criar empregos; oposição e sindicatos criticam.
- No contexto econômico, mais de vinte e uma mil empresas fecharam nos últimos dois anos e cerca de trezentas mil vagas foram perdidas; a Fate, principal fábrica de pneus, anunciou o fechamento da planta em Buenos Aires e demissão de mais de novecentos trabalhadores.
- Ato de adesão inclui os principais sindicatos do transporte de passageiros; 255 voos foram cancelados, afetando cerca de 31 mil passageiros, e trabalhadores portuários paralisaram terminais importantes, como o de Rosário.
- O governo informou sobre risco de violência durante protestos e instalou zona exclusiva para a imprensa em uma das ruas próximas ao Congresso; as autoridades disseram que, diante de fatos de violência, as forças de segurança atuarão.
O governo argentino enfrenta nesta quinta-feira, 19, a quarta greve geral de sua gestão, enquanto a Câmara dos Deputados analisa uma reforma trabalhista impulsionada por Javier Milei. A paralisação, de 24 horas, foi convocada pela CGT, a principal central sindical, e marca protestos contra as mudanças consideradas regressivas.
A greve começou às 00h01 locais e atinge diversas categorias. Sindicatos apontam queda de atividade industrial, com fechamento de mais de 21 mil empresas nos últimos dois anos e perda de cerca de 300 mil empregos. A Fate, maior fabricante de pneus do país, anunciou fechamento da planta em Buenos Aires e demissão de mais de 900 trabalhadores.
A manifestação ocorre em meio a debates no Congresso sobre o texto aprovado pelo Senado na semana passada. O relatório reduz indenizações, flexibiliza pagamentos em bens, amplia a jornada de trabalho para 12 horas e restringe o direito de greve. O governo afirma que as mudanças visam reduzir a informalidade, estimando ganho de empregos com menor carga tributária para empregadores.
Impactos e adesões
A paralisação sindical afeta o transporte de passageiros, com adesão inicial de setores do setor. A Aerolíneas Argentinas informou cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros. Trabalhadores portuários também paralisaram terminais importantes, como o de Rosário, maior exportador de produtos agrícolas.
A sessão da Câmara está prevista para começar às 14h locais, com expectativa de votação sobre pontos do texto. Em paralelo, diversas entidades de trabalhadores e grupos políticos anunciaram marchas até a Praça do Congresso, na capital.
Contexto econômico e balanço
O debate ocorre em cenário de dificuldade econômica, com é comum em momentos de ajustes propostos pelo governo. O texto em análise propõe reduzir custos e ampliar direitos de gestão empresarial, segundo críticos. O governo conclamou a imprensa a medir riscos de cobertura de protestos, citando possíveis episódios de violência.
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