Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Argentinos iniciam greve geral contra a reforma trabalhista de Milei

Greve geral de 24 horas afeta transportes e indústria argentina, enquanto Câmara discute a reforma trabalhista de Milei após aprovação no Senado

O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Luis Robayo/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Greve geral de 24 horas começa à zero hora de quinta-feira, 19, convocada pela principal central sindical (CGT) contra a reforma trabalhista de Milei, já aprovada pelo Senado; sessão na Câmara dos Deputados está marcada para as 14h locais.
  • A reforma prevê reduzir indenizações, permitir pagamentos em bens ou serviços, estender a jornada de trabalho para doze horas e limitar o direito de greve, entre outros pontos. O governo diz que as mudanças visam reduzir a informalidade e criar empregos; oposição e sindicatos criticam.
  • No contexto econômico, mais de vinte e uma mil empresas fecharam nos últimos dois anos e cerca de trezentas mil vagas foram perdidas; a Fate, principal fábrica de pneus, anunciou o fechamento da planta em Buenos Aires e demissão de mais de novecentos trabalhadores.
  • Ato de adesão inclui os principais sindicatos do transporte de passageiros; 255 voos foram cancelados, afetando cerca de 31 mil passageiros, e trabalhadores portuários paralisaram terminais importantes, como o de Rosário.
  • O governo informou sobre risco de violência durante protestos e instalou zona exclusiva para a imprensa em uma das ruas próximas ao Congresso; as autoridades disseram que, diante de fatos de violência, as forças de segurança atuarão.

O governo argentino enfrenta nesta quinta-feira, 19, a quarta greve geral de sua gestão, enquanto a Câmara dos Deputados analisa uma reforma trabalhista impulsionada por Javier Milei. A paralisação, de 24 horas, foi convocada pela CGT, a principal central sindical, e marca protestos contra as mudanças consideradas regressivas.

A greve começou às 00h01 locais e atinge diversas categorias. Sindicatos apontam queda de atividade industrial, com fechamento de mais de 21 mil empresas nos últimos dois anos e perda de cerca de 300 mil empregos. A Fate, maior fabricante de pneus do país, anunciou fechamento da planta em Buenos Aires e demissão de mais de 900 trabalhadores.

A manifestação ocorre em meio a debates no Congresso sobre o texto aprovado pelo Senado na semana passada. O relatório reduz indenizações, flexibiliza pagamentos em bens, amplia a jornada de trabalho para 12 horas e restringe o direito de greve. O governo afirma que as mudanças visam reduzir a informalidade, estimando ganho de empregos com menor carga tributária para empregadores.

Impactos e adesões

A paralisação sindical afeta o transporte de passageiros, com adesão inicial de setores do setor. A Aerolíneas Argentinas informou cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros. Trabalhadores portuários também paralisaram terminais importantes, como o de Rosário, maior exportador de produtos agrícolas.

A sessão da Câmara está prevista para começar às 14h locais, com expectativa de votação sobre pontos do texto. Em paralelo, diversas entidades de trabalhadores e grupos políticos anunciaram marchas até a Praça do Congresso, na capital.

Contexto econômico e balanço

O debate ocorre em cenário de dificuldade econômica, com é comum em momentos de ajustes propostos pelo governo. O texto em análise propõe reduzir custos e ampliar direitos de gestão empresarial, segundo críticos. O governo conclamou a imprensa a medir riscos de cobertura de protestos, citando possíveis episódios de violência.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais