- O senador Bernie Sanders discursou em Los Angeles pedindo que a Califórnia aprove um imposto sobre a riqueza para os residentes com patrimônio acima de US$ 1 bilhão, com aplicação de 5% sobre seus ativos como medida retroativa a 2025.
- A proposta, apoiada pela SEIU-UHW, estima atingir cerca de 200 bilionários na Califórnia e visa compensar cortes federais previstos em áreas como saúde e educação.
- O projeto enfrenta resistência de governadores e líderes de negócios, além de uma campanha de oposição financiada por bilionários de tecnologia; há risco de ações legais caso seja aprovado.
- Os organizadores trabalham para recolher quase 875 mil assinaturas válidas para levar a proposta ao voto, em novembro, requerendo também aprovação da maioria dos eleitores.
- Uma pesquisa de janeiro indicou 48% de apoio dos eleitores prováveis, 38% de oposição e 14% indecisos, destacando o atrito político dentro da já majoritariamente democrata Califórnia.
Bernie Sanders fez um discurso acalorado em Los Angeles, criticando a desigualdade econômica e defendendo um imposto sobre fortunas para os ultrarricos da Califórnia. O senador caminhou para o palco no Wiltern Theater nesta quarta-feira, pedindo apoio ao imposto proposto.
O plano prevê um imposto único de 5% sobre o patrimônio acima de 1 bilhão de dólares, visando compensar cortes federais em saúde, educação pública e programas de assistência alimentar estaduais. A proposta mira cerca de 200 residentes no estado.
Sanders descreveu a concentração de riqueza como um sinal de oligarquia, afirmando que poucos acumulam poder extremo e que muitos bilionários teriam deixado ou ameaçado deixar a Califórnia se o imposto for aprovado.
Suzanne Jimenez, chefe de gabinete da SEIU-UHW, juntou-se ao fechamento do ato, ressaltando que a medida busca fazer com que bilionários contribuam de forma justa para serviços públicos. Ela citou impactos no acesso à saúde.
Organizadores coletaram assinaturas para levar a California Billionaire Tax Act às urnas em novembro. A medida exige quase 875 mil assinaturas válidas, além da aprovação de eleitores em consulta popular.
Mesmo em um estado historicamente favorável a políticas progressistas, as discussões sobre a taxação de fortunas enfrentam oposição significativa. Governador Gavin Newsom expressou preocupações sobre a base de arrecadação e competitividade.
A oposição conta com importantes nomes do setor privado e de tecnologia, que apoiam iniciativas concorrentes para anular a proposta. Bilionários de destaque financiaram grupos contrários à taxação.
Analistas estimam que o imposto pode render dezenas de bilhões de dólares, mas destacam incertezas caso haja fuga de fortunas. A complexidade de valorar ativos não monetários também é apontada como desafio técnico.
Uma pesquisa recente indicou empate entre apoiadores e opositores entre eleitores prováveis, com 48% a favor e 38% contra, reforçando o peso político do tema.
Durante o evento, voluntários ergueram cartazes com mensagens de apoio à taxação. Um dos presentes, simpatizante de Sanders, afirmou que o dinheiro dos bilionários é fundamental para financiar serviços públicos.
A Califórnia abriga o maior número de bilionários entre os estados dos EUA, o que torna a discussão especialmente sensível para o equilíbrio fiscal e para a competitividade regional frente a outras jurisdições.
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