- A Polícia Federal encaminhou ao STF um relatório que cita mais de dez encontros presenciais entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Dias Toffoli, entre 2023 e 2024.
- Os encontros, em sua maioria em Brasília, envolveram jantares e festas, sugerindo uma relação de amizade além das mensagens no WhatsApp em que Toffoli convidou Vorcaro para sua festa de aniversário.
- Toffoli deixou a relatoria dos casos do Banco Master após a PF apresentar o material ao presidente do STF; o ministro negou ter amizade com Vorcaro.
- O relatório também aponta repasses de 35 milhões de reais do fundo Arleen, ligado a Vorcaro, para uma empresa em que Toffoli é sócio com familiares, ocorrendo entre 2024 e 2025.
- A venda da fatia do resort pela Maridt ao Arleen ocorreu em 2021; Toffoli disse desconhecer o gestor do Arleen e afirmou não ter recebido valores de Vorcaro ou de seu cunhado.
O relatório da Polícia Federal ao STF aponta mais de dez encontros presenciais entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Dias Toffoli, ex-relator da investigação sobre a instituição. Os encontros teriam ocorrido entre 2023 e 2024, sugerindo uma relação de amizade além das mensagens no WhatsApp.
Segundo a PF, os encontros ocorreram majoritariamente em Brasília, em eventos sociais como jantares e festas. A investigação cita que Toffoli chegou a convidar Vorcaro para a própria festa de aniversário, ampliando a percepção de proximidade entre as partes.
Na semana passada, Toffoli deixou a relatoria dos casos do Banco Master após a PF entregar ao STF um relatório sobre a relação entre o ministro e Vorcaro. O ministro negou eventual amizade e defendeu não haver margem para alegar suspeição, segundo informações veiculadas na época.
Toffoli e Vorcaro não responderam a pedidos de comentário do UOL, conforme publicado. Em reunião entre ministros, o ministro Luiz Fux mencionou aos presentes que houve um intervalo de seis minutos de conversa entre Vorcaro e Toffoli, conforme relato da imprensa.
O relatório também descreve mais de dez ocasiões de encontros em eventos públicos, com indícios corroborados por mensagens que reforçam a convivência entre as partes. Fontes ligadas ao documento confirmam a existência de tais indícios.
Ainda segundo a PF, o material analisa repasses financeiros ligados ao fundo Arleen, controlado por Zettel, e relações com a empresa Maridt, na qual Toffoli é sócio com familiares. Os repasses ocorreram entre 2024 e 2025, muito após a venda de participação da Maridt em 2021.
A PF aponta que, em 2021, houve venda da fatia do resort pela Maridt ao fundo Arleen, e, posteriormente, pagamentos do Arleen à Maridt durante 2024 e 2025. O conteúdo do relatório também aborda operações entre Vorcaro e Zettel, com indícios de fluxo financeiro.
Toffoli divulgou nota na qual afirma desconhecer o gestor do Fundo Arleen, negar qualquer relação de amizade com Vorcaro e esclarecer que não recebeu valores de Vorcaro ou do cunhado Fabiano Zettel. O STF aguarda posicionamentos adicionais sobre o caso.
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