- Sidônio Palmeira afirma que ocorre impulsionamento pago de postagens críticas ao governo durante o desfile das escolas do grupo especial do Rio, por oportunismo eleitoral.
- O Planalto diz que pode acionar a Justiça Eleitoral para apurar a suspeita de adversários pagarem para ampliar o alcance de posts contra Lula.
- Governo sustenta que não houve pesquisa sobre o desfile nem interferência na criação dos enredos; apenas orientações para não ferir a lei eleitoral.
- A Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um samba-enredo com críticas a Lula e ironias sobre adversários, incluindo a representação de Jair Bolsonaro pelo palhaço Bozo.
- A escola foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no próximo ano.
Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, afirma ter identificado impulsionamento pago de postagens críticas ao governo durante o Carnaval carioca. Segundo ele, há oportunismo eleitoral por trás dessas ações e informações tendenciosas sobre a atuação do Planalto no desfile das escolas de samba do grupo especial.
Palmeira disse que a Presidência não realizou pesquisas sobre o desfile nem interfere na criação dos enredos. Ele diz haver investimento milionário em impulsionamento de conteúdo para inflar uma polêmica que, na visão dele, é falsa. A análise aponta desejo de produzir ruídos políticos.
O Planalto avalia levar o assunto à Justiça Eleitoral para apurar a possível prática de financiamento de disseminação de ataques a Lula. A única orientação observada, segundo o ministro, foi evitar ferir a lei eleitoral, incluindo recomendações para que ministros não comparecessem à Sapucaí.
A Acadêmicos de Niterói levou ao desfile um samba-enredo que comenta a trajetória do presidente com fortes críticas e ironias sobre adversários. Entre as referências, cenas envolvendo Jair Bolsonaro foram apresentadas na forma de figuras simbólicas.
Ontem, a escola foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro, para o próximo ano. A queda altera o patamar de competição da agremiação no Carnaval do Rio. A rebaixada permanece sob avaliação de reguladores e especialistas.
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