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Dallagnol aciona PGR contra Moraes por alegado abuso no caso Unafisco

Dallagnol solicita apuração de abuso de autoridade contra Moraes pela intimação de presidente da Unafisco no inquérito das fake news, sob sigilo

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  • Deltan Dallagnol protocolou na Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando abuso de autoridade na intimação de Kleber Cabral, presidente da Unafisco, para depor no inquérito das fake news.
  • Alega que a convocação ocorreu sem indícios de participação de Cabral nos fatos investigados, que envolvem supostos acesso indevido e vazamento de dados de ministros do STF e de seus familiares.
  • O documento solicita a instauração de procedimento criminal, a cópia do inquérito, a verificação do tempo entre as críticas públicas de Cabral e a convocação e, se houver elementos, envio ao Senado Federal por possível crime de responsabilidade.
  • Cabral prestou depoimento por videoconferência à Polícia Federal, em cerca de uma hora e meia, na condição de investigado, após críticas à atuação do STF; o conteúdo é sigiloso.
  • A Unafisco informou que não pode comentar o teor do depoimento devido ao sigilo; Moraes determinou a oitiva dentro do inquérito das fake news, que também remete a episódio de 2019 envolvendo afastamento e reintegração de auditores.

Deltan Dallagnol, ex-procurador da República e ex-deputado, protocolou ontem uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O objetivo é que haja apuração de suposto abuso de autoridade em relação à condução de uma intimação.

A ação envolve a convocação do presidente da Unafisco, Kleber Cabral, para depor no inquérito das fake news. A defesa sustenta que não havia indícios de participação de Cabral nos fatos investigados, relacionados a vazamento de dados de ministros do STF e familiares.

A denúncia também aponta que a convocação ocorreu após críticas públicas de Cabral à operação, o que, segundo a peça, pode configurar uso indevido do aparato de investigação para intimidar. O caso tramita no âmbito do inquérito das fake news.

Kleber Cabral prestou depoimento por videoconferência à Polícia Federal, na condição de investigado. A oitiva ocorreu ontem, com duração de cerca de uma hora e meia, e ocorreu sob sigilo.

Contexto do inquérito e próximos passos

A Unafisco informou que não pode comentar o conteúdo do depoimento, citando o sigilo do procedimento. Moraes já havia determinado a oitiva no inquérito que apura divulgação de informações falsas contra a Corte.

O despacho do ministro transcreveu trechos de entrevistas de Cabral divulgadas antes do depoimento, em que o presidente da entidade comentava as investigações e as possíveis consequências para quem interferir no processo.

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