- Congresso dos Estados Unidos pode votar já na próxima semana para bloquear a capacidade do presidente Donald Trump de atacar o Irã sem aprovação do Legislativo.
- A Constituição americana atribui ao Congresso o poder de declarar guerra, com exceções para ataques limitados por razões de segurança nacional; o Exército se prepara para operações possivelmente longas no Irã.
- No Senado, o democrata Tim Kaine e o republicano Rand Paul apresentaram, no fim do mês passado, uma resolução para barrar hostilidades contra o Irã sem uma declaração de guerra.
- Na Câmara, o republicano Thomas Massie e a democrata Ro Khanna afirmam que vão forçar voto em resolução similar na próxima semana.
- Os defensores do presidente argumentam que o Congresso não deve restringir os poderes de segurança nacional; tentativas anteriores de limitar Trump já foram bloqueadas.
O Congresso dos EUA pode votar na próxima semana para impedir que o presidente Donald Trump ataque o Irã sem autorização legislativa. A medida visa limitar poderes do presidente em ações militares, caso as negociações diplomáticas não avancem.
A ideia é bloquear ações hostis contra o Irã sem uma declaração de guerra. A proposta surge em um momento em que o Pentágono se prepara para possível conflito prolongado caso Trump ordene uma ofensiva.
Trump conta com maioria republicana no Congresso para rejeitar as resoluções. A oposição, liderada por democratas, tenta forçar um voto para exigir aprovação explícita do Congresso para hostilidades.
Senadores Tim Kaine (D-VA) e Rand Paul (R-KY) apresentaram, no fim do mês passado, resolução para bloquear hostilidades até haver autorização de guerra. A medida busca reforçar o papel do Congresso.
Na Câmara, o republicano Thomas Massie (KY) e o democrata Ro Khanna (CA) indicaram que votarão para forçar uma posição similar na próxima semana, segundo informações da imprensa.
A situação acompanha o movimento de ativos militares em direção ao Irã, com alto escalão defendendo que ações de guerra exigem consentimento legislativo, conforme a Constituição dos EUA.
Implicações políticas
O tema divide posições entre apoiadores de Trump, que afirmam que decisões de segurança nacional não devem ser cerceadas pelo Congresso, e opositores, que destacam a necessidade de autorização formal para conflitos.
A matéria continua com a imprensa acompanhando possíveis agendas de votação e o andamento de negociações diplomáticas, sem confirmação de data exata para o retorno de debates.
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