- O presidente da Câmara, Hugo Motta, manteve Guilherme Derrite como relator do PL Antifacção, aumentando a tensão entre governo e oposição.
- O projeto passou a trancar a pauta do plenário, impedindo o avanço de outras propostas até a sua análise.
- A expectativa é votar o texto na próxima semana, na quarta-feira, 25, para destravar os trabalhos.
- A base governista defende celeridade, mas critica Derrite pela versão anterior, considerada distante do que o Planalto propõe.
- O PT sinalizou apoio à votação para liberar a pauta, mantendo a versão do Senado, enquanto a oposição aponta possibilidade de rejeição ou mudanças significativas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu manter Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do PL Antifacção, ampliando a tensão entre governo e oposição. O projeto, enviado pelo Executivo e modificado pelo Senado, passa a trancar a pauta do plenário até análise do texto.
A base governista defende a apreciação rápida do PL Antifacção, mas critica a permanência de Derrite, que apresentou versões anteriores consideradas distantes do formato defendido pelo Planalto. A decisão ocorre após mudanças feitas pelos senadores em dezembro.
Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai destacou que a bancada apoiará a votação para destravar a pauta e avançar na agenda de segurança pública, mantendo a versão do Senado. A oposição, porém, sustenta que o Senado deve ser rejeitado ou substancialmente modificado.
Votação prevista para destravar a pauta
A expectativa é realizar a votação na próxima semana, na quarta-feira, dia 25, para destravar o andamento de outras propostas prioritárias. A oposição comemora a manutenção de Derrite, enquanto a base governista aponta insegurança sobre o formato final do texto.
Nos bastidores, congressistas da oposição indicam que a proposta do Senado pode ser rejeitada ou fortemente alterada, dependendo do equilíbrio de forças no plenário. Mesmo com divergências, governo e oposicionistas concordam que a votação é necessária para permitir avanços em segurança pública.
O texto retorna à Câmara após as alterações dos senadores, e caberá aos deputados decidir manter ou retomar a versão aprovada anteriormente. A definição terá impacto sobre o cronograma legislativo e a trajetória de outras propostas da agenda governamental.
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