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Bloqueio dos EUA ameaça colapso do sistema de saúde cubano

Ministro cubano da Saúde alerta que bloqueio dos EUA agrava crise médica e pode interromper tratamento de pacientes crônicos

Solar panels are installed on the roof of a building housing the Board of Trustees of the House of the Hebrew Community of Cuba, as Cubans grapple with an ongoing energy crisis exacerbated by fuel shortages, Havana, Cuba February 19, 2026. REUTERS/Norlys Perez
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  • O ministro da Saúde de Cuba afirmou que o sistema de saúde está à beira do colapso devido ao bloqueio dos EUA que restringe o fornecimento de petróleo à ilha.
  • Segundo ele, cinco milhões de cubanos com doenças crônicas podem enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil pacientes e quimioterapia para 12,4 mil.
  • Entre os setores mais atingidos estão cardiologia, ortopedia, oncologia e atendimento a pacientes em estado crítico que dependem de energia elétrica de reserva; tratamentos para doenças renais e serviços de ambulância de emergência também foram afetados.
  • Cuba mantém um modelo universal e gratuito, mas enfrenta crise desde a pandemia, com milhares de médicos que emigraram e desabastecimento de medicamentos; o governo tem intensificado o uso de painéis solares e priorizado crianças e idosos.
  • Autoridades disseram que houve restrições a tecnologias que demandam mais energia, como tomografias e exames laboratoriais, prejudicando o acesso a cuidados de alta qualidade; o cenário é descrito como cerco energético, com Cuba a 150 quilômetros da costa da Flórida.

O ministro da Saúde de Cuba afirmou que o sistema de saúde do país está à beira do colapso, devido ao embargo dos EUA que restringe o fornecimento de petróleo à ilha. A declaração foi dada em entrevista à Associated Press nesta sexta-feira (20).

Segundo o ministro, cinco milhões de cubanos com doenças crônicas podem enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil pacientes oncológicos e quimioterapia para 12,4 mil pacientes. As dificuldades atingem áreas críticas da assistência.

Entre os serviços mais impactados, ele citou cardiologia, ortopedia, oncologia e atendimento a pacientes em estado crítico que dependem de energia de reserva. O texto também aponta problemas para tratamentos de doenças renais e atendimento de ambulâncias de emergência.

O sistema de saúde de Cuba opera de forma universal e gratuita, com clínicas próximas de quase todos os bairros e medicamentos subsidiados pelo Estado. Nos últimos anos, porém, a crise se aprofundou, agravada pela pandemia de covid-19 e pela saída de milhares de médicos.

O ministro disse que as dificuldades devem se intensificar nas próximas semanas, enquanto o governo busca adaptar a realidade ao ampliar o uso de painéis solares nas clínicas e priorizar crianças e idosos no atendimento.

Além disso, restrições a tecnologias que dependem de energia, como tomografias e exames laboratoriais, obrigam médicos a recorrer a métodos mais básicos, limitando o acesso a cuidados de alta qualidade. A situação é descrita como cerco energético que afeta a vida dos cubanos.

Contexto externo e trajetória: desde janeiro, o embargo americano restringe o fluxo de petróleo para Cuba, sob alegação de riscos à segurança nacional. A distância entre Cuba e a Flórida é de cerca de 150 quilômetros.

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