- O ministro da Saúde de Cuba afirmou que o sistema de saúde está à beira do colapso devido ao bloqueio dos EUA que restringe o fornecimento de petróleo à ilha.
- Segundo ele, cinco milhões de cubanos com doenças crônicas podem enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil pacientes e quimioterapia para 12,4 mil.
- Entre os setores mais atingidos estão cardiologia, ortopedia, oncologia e atendimento a pacientes em estado crítico que dependem de energia elétrica de reserva; tratamentos para doenças renais e serviços de ambulância de emergência também foram afetados.
- Cuba mantém um modelo universal e gratuito, mas enfrenta crise desde a pandemia, com milhares de médicos que emigraram e desabastecimento de medicamentos; o governo tem intensificado o uso de painéis solares e priorizado crianças e idosos.
- Autoridades disseram que houve restrições a tecnologias que demandam mais energia, como tomografias e exames laboratoriais, prejudicando o acesso a cuidados de alta qualidade; o cenário é descrito como cerco energético, com Cuba a 150 quilômetros da costa da Flórida.
O ministro da Saúde de Cuba afirmou que o sistema de saúde do país está à beira do colapso, devido ao embargo dos EUA que restringe o fornecimento de petróleo à ilha. A declaração foi dada em entrevista à Associated Press nesta sexta-feira (20).
Segundo o ministro, cinco milhões de cubanos com doenças crônicas podem enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil pacientes oncológicos e quimioterapia para 12,4 mil pacientes. As dificuldades atingem áreas críticas da assistência.
Entre os serviços mais impactados, ele citou cardiologia, ortopedia, oncologia e atendimento a pacientes em estado crítico que dependem de energia de reserva. O texto também aponta problemas para tratamentos de doenças renais e atendimento de ambulâncias de emergência.
O sistema de saúde de Cuba opera de forma universal e gratuita, com clínicas próximas de quase todos os bairros e medicamentos subsidiados pelo Estado. Nos últimos anos, porém, a crise se aprofundou, agravada pela pandemia de covid-19 e pela saída de milhares de médicos.
O ministro disse que as dificuldades devem se intensificar nas próximas semanas, enquanto o governo busca adaptar a realidade ao ampliar o uso de painéis solares nas clínicas e priorizar crianças e idosos no atendimento.
Além disso, restrições a tecnologias que dependem de energia, como tomografias e exames laboratoriais, obrigam médicos a recorrer a métodos mais básicos, limitando o acesso a cuidados de alta qualidade. A situação é descrita como cerco energético que afeta a vida dos cubanos.
Contexto externo e trajetória: desde janeiro, o embargo americano restringe o fluxo de petróleo para Cuba, sob alegação de riscos à segurança nacional. A distância entre Cuba e a Flórida é de cerca de 150 quilômetros.
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