- Lula defendeu que a ONU seja mais representativa, com ampliação do Conselho de Segurança para incluir Índia e Brasil como membros permanentes.
- Modi e Lula falaram sobre paz, reformas nas instituições internacionais e a necessidade de diálogo para enfrentar os desafios globais.
- Os dois países assinaram memorando de entendimentos em pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos, incluindo acordos sobre terras raras.
- Em saúde, os memorandos tratam de pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como vacina para tuberculose, medicamentos oncológicos imunossupressores e doenças negligenciadas, além de hospitais inteligentes.
- As relações comerciais devem crescer, com registro histórico de mais de 15 bilhões de dólares em 2025 e meta de 20 bilhões até 2030, e possível aumento para 30 bilhões conforme a cooperação.
Em uma declaração à imprensa na madrugada de sábado, 21, em Nova Delhi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a ONU precisa ser mais representativa. Ele afirmou que o Conselho de Segurança deve ser ampliado e que Brasil e Índia devem ter participação permanente no órgão.
Lula enfatizou que a ampliação das categorias de membros permanentes e não permanentes é essencial para legitimidade da governança global frente aos desafios atuais. A ideia é ampliar a participação de países emergentes no organismo.
O presidente brasileiro realizou a declaração ao lado do premier Narendra Modi, que também defendeu reformas nas instituições internacionais. Modi ressaltou que diálogo e diplomacia devem orientar as soluções para os problemas globais.
Assinatura de acordos
Durante a viagem, Lula e Modi assinaram memorandos de entendimento em áreas como pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos. O objetivo é fortalecer cadeias de suprimento e cooperação tecnológica entre os dois países.
Modi enfatizou que o acordo sobre minerais críticos e terras raras visa ampliar a cooperação e investimentos, com foco em tecnologia da informação, IA, biotecnologia e exploração espacial. Lula destacou oportunidades em energias renováveis e minerais.
Na saúde, os memorandos preveem pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como vacinas e medicamentos oncológicos imunossupressores, além de cooperação em hospitais inteligentes. As parcerias também abrangem doenças negligenciadas e raras.
Além disso, as partes assinaram acordos para ampliar o comércio, que atingiu mais de 15 bilhões de dólares em 2025. O Brasil é hoje o maior parceiro comercial da Índia na América Latina, com meta de 20 bilhões até 2030.
Modi afirmou que é possível elevar o intercâmbio para 30 bilhões de dólares até 2030, se depender da cooperação entre as delegações empresariais. Lula concordou, destacando que o comércio é símbolo de confiança mútua entre as nações.
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