- Lula disse em Nova Déli que deseja que todos os países sejam tratados igualmente pelo presidente dos EUA, após Trump impor tarifa adicional de 10% sobre importações; medida foi tomada após decisão da Suprema Corte que derrubou o tarifaço de Trump.
- O presidente brasileiro afirmou que não quer uma nova Guerra Fria nem interferência em outros países, e que, se houver equidade, tudo pode voltar ao normal.
- Durante a visita, Brasil e Índia assinaram seis memorandos de entendimento em saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações, além de um documento inédito sobre minerais críticos e terras raras.
- Lula confirmou encontro com Trump em março, dizendo que a pauta é ampla e inclui assuntos além de minerais críticos; ele afirmou que “toda a mesa” será aberta para negociação.
- Fontes da diplomacia disseram que o Brasil quer abordar combate ao crime organizado, continuidade das negociações sobre produtos brasileiros impactados pelo tarifaço e a situação na América Latina; a reunião presencial é vista como importante para reforçar a relação bilateral.
Lula afirma que deseja tratamento igual para todos os países, após a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre as importações feita pelos Estados Unidos. A medida ocorreu depois de uma decisão da Suprema Corte americana que derrubou o tarifaço anterior de Trump.
O presidente brasileiro fez o comentário na madrugada deste domingo, em Nova Delhi, durante a última etapa de viagem à Índia. Ele disse ainda que não há interesse em retorna à chamada Guerra Fria e que não haverá interferência em outros países, buscando tratamento uniforme internacional.
Durante a visita à Índia, Brasil e país asiático assinaram seis memorandos de entendimento em áreas como saúde, tecnologia, pesquisa científica, comunicações e um acordo inédito sobre minerais críticos e terras raras. As assinaturas ocorreram em meio a encontros oficiais e atividades bilaterais.
Encontro com Trump
Lula retomará conversa com Donald Trump em março, segundo o presidente brasileiro. A pauta prevista envolve temas amplos, não se limitando a minerais críticos, conforme descrição do líder. A ideia é colocar todas as questões na mesa de negociação.
Fontes da diplomacia brasileira, citadas pela GloboNews, indicam três pontos centrais para o encontro: combate ao crime organizado, continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda impactados pelo tarifaço e a situação na América Latina. A expectativa é fortalecer a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos.
Interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que a conversa presencial deve permitir alinhamento estratégico entre as duas nações, especialmente em temas de interesse regional e econômico. A agenda está prevista para ocorrer em março, conforme apurado pela imprensa brasileira.
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