- Nikolas Ferreira visitou Jair Bolsonaro na Papudinha pela manhã, por cerca de duas horas; o ex-presidente está preso desde 15 de janeiro.
- Eduardo Bolsonaro afirmou que Nikolas e Michele teriam amnésia e criticou o engajamento dos aliados na campanha de Flávio Bolsonaro.
- Nikolas rebateu, afirmou que não tem amnésia nem Michele, e pediu foco no que chamou de inimigo comum, elogiando Michelle e citando as dificuldades de saúde do pai.
- A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no último dia 30; Moraes também autorizou que Sanderson pudesse estar com Bolsonaro.
- Bolsonaro continua em regime fechado, condenado por crimes como organização criminosa e golpe de Estado; autoridades do PL dizem que ele discute eleições e estratégias do campo conservador.
Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu às críticas de Eduardo Bolsonaro sobre suposta amnésia dele e de Michele, reforçando defesa à família Bolsonaro e pedindo foco em um inimigo comum. O deputado visitou Jair Bolsonaro nesta manhã na Papuda, em Brasília, em uma agenda de cerca de duas horas.
A visita ocorre após o ex-presidente ficar preso no local desde 15 de janeiro, transferência autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro havia afirmado que Nikolas e Michele teriam demonstrado amnésia, em entrevista ao SBT News, o que foi contestado pelo deputado.
Nikolas afirmou não ter esquecido os ataques recebidos ao longo dos anos e defendeu Michelle, destacando o impacto da situação familiar. Disse que a prioridade é enfrentar problemas do Brasil, incluindo questões envolvendo o STF, o governo e a política de segurança pública, sem favorecer acaloramento de disputas internas.
A visita de novembro já tinha ocorrido durante a prisão domiciliar de Bolsonaro, quando Moraes cobrou explicações sobre imagens de encontro divulgado pela TV Globo. O STF autorizou, também, que o deputado Sanderson (PL-RS) estivesse com Bolsonaro naquela ocasião.
Em janeiro, Nikolas percorreu 240 quilômetros de Paracatu (MG) a Brasília (DF) para protestar contra a prisão do ex-presidente. Um acoplamento de atos resultou, em outro momento, em ferimentos de três participantes atingidos por um raio.
Sobre o cenário político, Bolsonaro mantém conversas com aliados sobre eleições. Parlamentares do PL relataram debates sobre o pleito e estratégias para 2026, incluindo disputas estaduais e composição de chapas no campo conservador.
Senadores estiveram no Papudinha para tratar de eleições. Em 18 de janeiro, Carlos Portinho (PL-RJ) e Bruno Bonetti (PL-RJ) visitaram o ex-presidente, com o empresário reforçando que a candidatura ao Senado pode representar o campo conservador no Rio.
O ex-presidente Bolsonaro cumpre 27 anos e três meses de prisão, sob regime fechado, por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e danos ao patrimônio público. A defesa segue articulando recursos e estratégias políticas no front interno do partido.
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