- A Câmara dos Representantes convocou Hillary e Bill Clinton para depor sobre os vínculos com Jeffrey Epstein; os depoimentos serão em dias diferentes, a portas fechadas e com gravação.
- Hillary deporá na quinta-feira e Bill no dia seguinte, após a nomeação do chair James Comer para a comissão de fiscalização.
- Clinton, que já negou irregularidades, é questionado por ter viajado no avião particular de Epstein; fotos divulgadas sugerem poses potencialmente comprometedoras com Epstein.
- Hillary afirma não ter conhecido Epstein; reconhece ter encontrado Ghislaine Maxwell, sócia de Epstein, segundo os documentos.
- Analistas divergem: para alguns, a estratégia pode desviar o foco de outras controvérsias envolvendo o ex-presidente; para outros, pode ter efeito de recuperação política para o casal.
Os Clintons foram chamados pela comissão de supervisão da Câmara dos Representantes para depor sobre os arquivos envolvendo Jeffrey Epstein. Hillary Clinton presta depoimento na quinta-feira e Bill Clinton na sexta, em sessões fechadas, com gravação que deverá ser divulgada depois. A convocação partiu do presidente da comissão, o republicano James Comer.
A investigação foca nas ligações dos ex-presidentes com Epstein, um financista preso por tráfico sexual. Bill Clinton reconhece voos no avião particular de Epstein em várias ocasiões; Hillary nega ter conhecido Epstein, mas admite ter encontrado Ghislaine Maxwell, parceira do empresário. Os depoimentos serão colhidos sob juramento.
Historicamente, o uso de depoimentos de Clinton em confrontos com a oposição não é novidade. Em 1998, Bill Clinton depôs em casos ligados a Paula Jones e à relação com Monica Lewinsky, e os depoimentos foram gravados para registro público. Na época, a defesa de Clinton associou os ataques políticos a uma pauta repetida pela oposição.
Paralelamente, a estratégia republicana busca desviar atenções de outras questões envolvendo o ex-presidente Donald Trump. Analistas indicam que essa ofensiva pode ampliar ganhos políticos de curto prazo para os Clintons, mas há avaliação de que o movimento pode ter efeito adverso dependendo do desenrolar dos depoimentos.
Especialistas lembram que, mesmo quando Clinton saiu fortalecido em 1998, o cenário político mudou bastante. O cenário atual inclui mudanças na percepção pública sobre figuras centrais do partido e maior sensibilidade a questões de transparência. A expectativa é de que as sessões permaneçam sob sigilo específico, com eventual divulgação posterior.
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