- Bolsonaro, preso na Papuda desde 22 de novembro de 2025, continua atuando politicamente e orienta a montagem de chapas do “campo da direita” ao Senado.
- Aliados dizem que ele acompanha as definições de candidaturas e estratégias, com Carlos Bolsonaro afirmando que o pai prepara uma lista de candidatos a Senado, governos estaduais e outros cargos.
- Entre os nomes já mencionados para o Senado estão Michelle Bolsonaro (ex-primeira-dama) no Distrito Federal, Carlos Bolsonaro em Santa Catarina e Sanderson (ambos pré-candidatos no Rio Grande do Sul), além de outras indicações em debate.
- Sanderson citou que Filipe Barros (PL) tentará o Senado no Paraná; há possibilidade de indicação do PSD dependendo de acordo com o bolsonarismo.
- A situação envolve a impossibilidade de Bolsonaro dialogar com Valdemar Costa Neto (PL) por determinação de Moraes, o que complica as negociações internas do partido.
Preso em regime fechado desde 22 de novembro de 2025, Jair Bolsonaro (PL) continua ativo na política. Da Papudinha, local de circulação de informantes, ele envia ordens sobre a montagem de chapas da direita ao Senado. A atuação ocorre mesmo sem contato direto com o presidente do PL.
Aliados que visitam o ex-presidente relatam que Bolsonaro acompanha a organização das candidaturas e discute estratégias da direita para as próximas eleições. A informação foi veiculada por parlamentares do PL, que afirmam receber instruções sobre nomes ao Senado e demais cargos.
Ontem, Carlos Bolsonaro (PL) confirmou que o pai prepara uma lista de candidatos. A relação incluiria nomes para o Senado, governos estaduais e outros cargos, segundo interlocutores próximos.
Chapas em debate
Com as definições se aproximando, políticos seguem ao Complexo da Papuda para negociar. Na última semana, Bolsonaro esteve com senadores e deputados próximos, entre eles Bruno Bonetti (PL-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS), pré-candidato ao Senado.
Nikolas Ferreira afirmou ter conversado sobre o cenário eleitoral em Minas Gerais, incluindo possíveis candidaturas ao governo e ao Senado. O deputado não revelou nomes, citando cautela pela posição de outros agentes políticos.
A visita de Sanderson mostra que Bolsonaro mantém atuação política na cadeia. Ele citou as chapas apontadas para o Senado em três estados: Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Definições de chapas
Para o Distrito Federal, a cota apontada envolve Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, e a deputada Bia Kicis. Em Santa Catarina, o grupo indicaria Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio, e Carol de Toni. No Rio Grande do Sul, Sanderson e Marcel van Hattem estariam na disputa.
Bolsonaro confirmou, por meio de interlocutores, que Michelle deverá disputar o Senado, o que afastaria a possibilidade de candidatura dela ao Executivo. A ex-primeira-dama não sinalizou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, mantendo a possibilidade de concorrer como vice.
Outros cenários e alianças
Sanderson também mencionou Filipe Barros (PL) na disputa pelo Senado no Paraná. A vaga pode ter indicação do PSD caso haja acordo com o bolsonarismo, com o governador Ratinho Júnior escolhendo o nome se houver entendimento entre as legendas.
No Rio de Janeiro, o senador Carlos Portinho é visto como opção para a reeleição, com Bolsonaro avaliando que essa candidatura representa o conservadorismo do espaço. Entretanto, a possibilidade de apoio a Cláudio Castro (PL) também aparece, dependendo de consulta a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
Dificuldades de contato com lideranças
Preso, Bolsonaro não pode conversar com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que solicitou visita ao ex-presidente. A requisição foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes, citando a investigação no mesmo processo que levou Bolsonaro à cadeia.
Essa indisponibilidade impede encontros diretos entre Bolsonaro, Valdemar e outros lideranças do partido, dificultando negociações presenciais. O cenário é semelhante ao da eleição municipal, quando interlocutores atuaram mesmo com o ex-presidente detido.
Panorama do bolsonarismo e o Senado
O movimento bolsonarista visa eleger um conjunto expressivo de senadores, estimado em 40 vagas ao considerar alianças com o centrão. O objetivo é ampliar força para influenciar votações no Senado e consolidar a atuação política do grupo.
O plano envolve ampliar o peso de candidaturas alinhadas ao ex-presidente, com foco em pautas conservadoras. A estratégia, segundo fontes, pode buscar pressionar o STF caso haja convergência de apoio no Parlamento.
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