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Lula vai a Washington em março após tarifa; Brasil busca acordo com Trump

Depois da decisão da Suprema Corte, Brasil vai a Washington em busca de acordo estratégico com os EUA, incluindo extradição de criminosos e processamento de terras raras

Na Índia, Lula defendeu a cautela do governo brasileiro frente às novas tarifas dos EUA; presidente prepara pauta estratégica para encontro com Donald Trump em março (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • Lula viajará a Washington em março para tratar com o presidente dos EUA, Donald Trump, temas como extradição de criminosos, terras raras e a ideia de o Brasil deixar de ser apenas fornecedora de matéria-prima.
  • A viagem ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as sobretaxas punitivas, e o Brasil chegou à mesa em posição mais favorável, mesmo diante de pressões para acordos rápidos.
  • As tarifas emergenciais começaram em 10% e subiram para 15% no dia seguinte, com validade prevista de até 150 dias, segundo decisão do governo americano.
  • O governo brasileiro afirma que a alíquota única tira vantagem de discriminatória anterior e que a taxação de produtos brasileiros pode provocar inflação nos Estados Unidos; o mercado reagiu positivamente, com alta do Ibovespa e valorização de empresas expostas ao mercado americano.
  • Além das tarifas, Lula pretende avançar em cooperação contra crime organizado transnacional e narcotráfico e buscar investimentos para processamento de terras raras no Brasil; a agenda inclui também ampliar comércio com a Índia, com metas de até 2030 em áreas como saúde, defesa e tecnologia digital.

O Brasil planeja ampliar a agenda com os Estados Unidos durante a viagem de Lula a Washington, marcada para março. O tema central envolve tarifas e cooperação em áreas como extradição de criminosos e mineração de terras raras. A ofensiva econômica brasileira busca não apenas uma trégua, mas condições que valorizem a indústria nacional.

O momento é visto como favorável ao Brasil após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado parte das sobretaxas impostas por Trump. O governo brasileiro chegou à mesa num patamar mais sólido, sem pressa, segundo declarações do presidente em Nova Délhi.

Durante o ritmo cauteloso adotado pelo Brasil, a reação inicial de Washington foi rápida, com tarifas emergenciais anunciadas pela Casa Branca. As medidas, inicialmente em 10% e depois elevadas, têm caráter temporário e visam proteger a economia norte-americana. As discussões com o governo americano devem abordar alterações estruturais.

Ambiente econômico e expectativas

A uniformização da alíquota é vista como benefício para o Brasil, que deixa de sofrer tratamento discriminatório. Lula afirma que taxar produtos brasileiros pode impulsionar inflação nos EUA, o que afeta o consumidor americano. O mercado financeiro reagiu positivamente à redução das tensões, com valorização de ações de empresas expostas ao mercado norte-americano.

Agenda de Washington

Além de tarifas, Lula pretende levar o diretor-geral da Polícia Federal para tratar de cooperação no combate ao crime transnacional e solicitar a extradição de criminosos brasileiros que vivem nos EUA. Outro eixo é o setor de minerais críticos, com o Brasil buscando atrair investimentos para processamento de terras raras no território nacional. A visita à Índia anterior reforçou uma meta de comércio bilateral de até 30 bilhões de dólares com a Índia até 2030, em áreas como saúde, defesa e tecnologia.

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