- O programa Última Análise discutiu a proposta do Congresso para barrar a CPMI do Banco Master e menciona envolver Jair Bolsonaro na negociação para votar o tema.
- O ex-procurador Deltan Dallagnol afirma que Bolsonaro foi colocado como refém e se depender de condições para liberá-lo.
- O ministro André Mendonça, relator do caso, e a Polícia Federal são apontados como entraves ao acordo entre as forças políticas.
- O deputado Carlos Jordy disse que a CPMI do Master é mais importante do que a própria eleição.
- A Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou ao STF pedido de encerramento do inquérito das fake news, com críticas à própria linha de atuação e à temporalidade do processo.
A CPMI do Banco Master voltou às manchetes após divergências entre governistas e opositores sobre o comportamento do Congresso. A discussão envolve interesse em frear a investigação, apontando para possíveis acordos que envolveriam o ex-presidente Jair Bolsonaro e movimentos de 8 de janeiro.
Deltan Dallagnol criticou o esforço de restringir a atuação de Bolsonaro, alegando que ele vem sendo colocado como refém para facilitar votações no Congresso. Afirmou ainda que o objetivo seria usar a figura do ex-presidente como moeda de troca no ambiente político.
Carlos Jordy, autor do requerimento da CPI, ressaltou a gravidade do tema, afirmando que a CPMI do Master seria, para ele, mais relevante do que a eleição atual. O parlamentar também citou a atuação de órgãos e protagonistas envolvidos no caso.
O papel da STF e da PF
O novo relator da questão, ministro André Mendonça, aparece como possível entrave a acordos, segundo as declarações. A Polícia Federal tem adotado uma linha mais combativa, segundo as entrevistas, reforçando a atuação técnica da instituição.
Fabiana Barroso, advogada, destacou que a PF deve agir com independência e cumprir a lei. Ela também mencionou a necessidade de respeitar os limites legais ao tratar de investigações envolvendo autoridades.
A OAB e o inquérito das fake news
A OAB encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, pedido público para encerrar o chamado inquérito das fake news, iniciado em 2019. A entidade questiona a extensão do inquérito e critica a elasticidade do objeto investigativo.
Deltan Dallagnol contestou a prática, afirmando que a OAB tem impactos legais ao legitimizar o inquérito. Ele também criticou a perpetuação de procedimentos sem delimitação rígida de fatos.
Guilherme Kilter, vereador, avaliou que o tema pode indicar movimentos maiores, defendendo posicionamentos sólidos contrários à impunidade de figuras públicas. Ele lembrou a necessidade de ações consistentes contra abusos.
Sobre o programa
O Última Análise é um espaço diário do portal Gazeta do Povo, com exibição das 19h às 20h30, para debates sobre temas complexos sem furos de informações. A proposta é manter o conteúdo técnico, objetivo e respeitoso.
Entre na conversa da comunidade