- Condenações no caso Marielle ajudam a entender o tamanho e a complexidade do crime organizado no Rio de Janeiro, segundo o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).
- Vieira afirma que a decisão não é motivo de comemoração, mas permite mapear uma engrenagem de controle territorial armado, corrupção e influência política, com racismo e machismo na origem do ódio (inclui menção a Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil).
- O deputado diz que executores, mandantes e quem obstruiu a Justiça devem ser condenados, reforçando que a investigação revela uma teia de poder entre polícia e política.
- A condenação, para Vieira, não resolve o problema do Estado; a estrutura é entranhada, sistêmica e pode representar risco a quem enfrenta essa lógica.
- Sobre impacto eleitoral, ele classifica o assassinato como feminicídio político e defende que a sentença seja usada pelo amplo campo democrático para enfrentar a lógica das milícias, sem politicizar.
O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirma que as condenações no caso Marielle Franco ajudam a mapear a grandeza do crime organizado no Rio de Janeiro. A análise foi feita durante entrevista ao UOL News, 2ª edição, do Canal UOL.
Para ele, as sentenças não são motivo de celebração, mas mostram uma engrenagem que mistura controle territorial armado, corrupção e influência política. Vieira também aponta racismo e machismo como componentes do ódio que levou ao crime.
Vieira destaca que é essencial punir executores e mandantes, bem como quem atrapalhou o andamento do processo, citando Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ. O parlamentar vê a condenação como instrumento para entender a teia de poder no estado.
Engrenagem de poder no Rio de Janeiro
Segundo o deputado, a investigação revela uma estrutura que envolve setores da polícia e da política, com a violência direcionada a militantes e mulheres negras. Ele afirma que a corrupção institucional dificulta a atuação policial independente.
O parlamentar não enxerga a condenação como solução única e aponta que o problema é entranhado e sistêmico. A análise dele envolve riscos para quem critica ou enfrenta essa lógica, dentro e fora do estado.
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