- O governo mexicano enviou dois navios a Cuba com 1.193 toneladas de ajuda humanitária, segundo a Marinha.
- Os navios partiram de Veracruz e devem chegar a Cuba em quatro dias.
- Um navio transporta 1.078 toneladas de produtos, principalmente feijão e leite em pó; o outro leva 92 toneladas de feijão e 23 toneladas de outros itens alimentícios coletados na Cidade do México.
- Este carregamento soma-se aos 814 toneladas de itens de higiene pessoal e alimentos enviados pelo México no início do mês.
- O governo afirma que as doações visam evitar uma crise em Cuba devido à escassez de petróleo, e a presidente Claudia Sheinbaum diz que continuará enviando ajuda e buscando manter o fornecimento de petróleo sem represálias dos EUA.
O governo mexicano enviou nesta terça-feira dois navios a Cuba, com 1.193 toneladas de ajuda humanitária. Os cargueiros partiram de Veracruz e devem chegar a Cuba em quatro dias. A iniciativa busca evitar uma crise no país caribenho, diante da escassez de petróleo e dos apagões ocorridos no início deste ano.
Os navios transportam, juntos, 1.170 toneladas de alimentos e itens básicos. Um deles leva 1.078 toneladas, principalmente feijão e leite em pó. O segundo contém 92 toneladas de feijão e 23 toneladas de outros itens alimentícios coletados por organizações civis na Cidade do México.
Detalhes das remessas
Essa operação soma-se ao carregamento enviado pelo México no início do mês, quando dois navios transportaram 814 toneladas de itens de higiene e alimentos como leite, feijão, arroz, peixe enlatado e óleo vegetal.
Contexto regional
Até janeiro, a Venezuela era a principal fornecedora de petróleo a Cuba, mas a relação mudou após eventos que afetaram essa relação. Com a necessidade de fontes alternativas, Cuba passou a depender de México, embora as relações comerciais enfrentem pressões externas, incluindo a possibilidade de tarifas promovidas pelos EUA.
Perspectiva mexicana
O governo mexicano enfatiza que as ajudas buscam evitar uma crise humanitária em Cuba e reduzir impactos da violência energética no país. O governo de Claudia Sheinbaum indica que continuará enviando ajuda e manterá esforços diplomáticos para assegurar o fornecimento de petróleo sem violar sanções de outros países.
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