- Pablo Marçal foi proibido de frequentar bares, boates e casas de prostituição pelos próximos dois anos, como parte de acordo na Suspensão Condicional do Processo.
- A medida foi definida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, dentro de um acordo para encerrar o processo relacionado a uma acusação de difamação envolvendo o então candidato Guilherme Boulos.
- Também estão incluídos no acordo o advogado Tassio Botelho e o proprietário da clínica que forneceu o laudo considerado falso.
- Além da proibição de frequentar esses locais, há pagamento de multas de cinco mil reais, atendimento periódico à Justiça a cada três meses e impedimento de se ausentar da comarca de Barueri sem autorização.
- A defesa de Pablo Marçal não respondeu oficialmente, enquanto a assessoria de Guilherme Boulos celebrou o acordo; o outro réu citado, Luiz Teixeira da Silva Júnior, negou o acordo e segue com o processo.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a suspensão de Pablo Marçal por dois anos, impedindo que o influenciador frequente bares, boates e casas de prostituição. A decisão faz parte de um acordo de Suspensão Condicional do Processo.
O acordo foi firmado no contexto da campanha de Marçal à prefeitura de São Paulo em 2024. O influenciador havia acusado Guilherme Boulos, então candidato do PSOL, de usar cocaína e apresentou um laudo considerado falso para sustentar a denúncia.
Além de Marçal, integram o acordo Tassio Botelho, advogado da defesa, e Luiz Teixeira da Silva Júnior, proprietário da clínica onde o laudo foi emitido. O Ministério Público Eleitoral havia apresentado a denúncia no caso.
Pelo acordo, o MPE propôs a Suspensão Condicional do Processo, benefício aplicável a crimes com pena mínima de até um ano. A decisão foi assinada pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto.
Conforme a decisão, envolvendo também Botelho, estão previstas medidas como comparecimento trimestral à Justiça, pagamento de multa de 5 mil reais e proibição de se ausentar da comarca de Barueri sem autorização judicial.
A assinatura do acordo foi anunciada por Guilherme Boulos em redes sociais, destacando a proibição de frequentar bares e de deixar a cidade sem autorização. Boulos afirmou que a Justiça começa a fazer justiça às eleições paulistas.
Luiz Teixeira da Silva Júnior negou o acordo, mantendo o andamento do processo contra ele. A defesa de Marçal ainda não se pronunciou publicamente sobre o veredito.
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