- Dois cidadãos dos Estados Unidos estavam entre os dez tripulantes da lancha procedente da Florida; quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas.
- Um dos ocupantes tinha visto do tipo K-1, e o outro pode ser residente permanente nos EUA; um americano está entre os mortos e outro entre os feridos, conforme o Departamento de Estado.
- A embarcação consta como roubada na Flórida, com o proprietário alegando que um empregado a levou.
- Cuba afirma ter apreendido armas, munição e explosivos após o tiroteio; os mortos foram identificados e, segundo o governo cubano, todos eram cubanos residentes nos EUA.
- O Departamento de Estado dos EUA planeja investigação independente e manterá contato com os sobreviventes; Washington e Havana dizem cooperar para esclarecer o ocorrido.
Uma lancha de oito metros interceptada pela guarda costei ra cubana resultou na morte de quatro tripulantes e na ferição de seis, entre eles dois cidadãos estadunidenses. A captura ocorreu no contexto de um tiroteio nas águas de Cuba, durante a manhã de quarta-feira, no Cayo Falcones. O Departamento de Estado dos EUA confirmou os dados.
Entre os ocupantes, um possuía visto do tipo K-1, destinado a estrangeiros que vão se casar com cidadãos dos EUA, e outro era provável residente permanente. Um estadounidense está entre os mortos, outro entre os feridos, segundo o portal do governo americano. A lancha havia estado atracada em um píer na Flórida e foi dada como roubada pelos donos.
A embarcação foi detectada pelos guardacostas cubanos com matrícula da Flórida. Ao se aproximarem, os ocupantes teriam aberto fogo, e as forças cubanas teriam respondido. Um comandante da unidade cubana ficou ferido. Armas, munições e explosivos apreendidos foram recolhidos durante a operação.
Reação e apuração
O Departamento de Estado dos EUA informou que pretende conduzir sua própria apuração, verificar informações de forma independente e falar com os sobreviventes. O secretário de Estado, Marco Rubio, negou qualquer envolvimento direto de Washington no incidente.
Segundo o Governo cubano, todos os mortos eram cubanos residentes nos EUA e teriam participado de um suposto intento terrorista. Cuba destacou a cooperação com os EUA para esclarecer os fatos e expressou interesse em trocar informações sobre os tripulantes e a própria embarcação.
O viceministro de Exteriores de Cuba citou que já havia advertências prévias sobre planos terroristas de indivíduos e grupos radicados nos EUA, embora, segundo ele, Washington não tenha agido. O governo cubano informou que manterá canais de comunicação abertos com as autoridades americanas para o esclarecimento do caso.
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