- Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que 96,4% da população soube da homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula; 27,5% assistiram ao desfile; 3,6% não ficaram sabendo.
- Sobre o teor do desfile, 47,9% disseram que a homenagem é legal e parte da expressão da escola, 45,4% disseram que houve propaganda política antecipada e defenderam punição pelo TSE.
- Entre eleitores de Lula, 88% não viram problema na homenagem; entre eleitores de Bolsonaro, 96,3% disseram ter visto crime eleitoral.
- Quanto à participação de Lula, 46,7% avaliaram negativamente o fato dele ter assistido presencialmente, 41,7% entenderam como positivo pela importância econômica e cultural, 8% não souberam responder.
- A ala “Neoconservadores em conserva” gerou 60,6% de visualizações sobre o tema; 56,2% disseram não se sentir ofendidos, 39,2% afirmaram terem ficado ofendidos; a pesquisa ouviu 4.986 pessoas, entre 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de um ponto porcentual.
O levantamento AtlasIntel/Bloomberg analisou a percepção dos brasileiros sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no Carnaval do Rio de Janeiro. A pesquisa foi realizada online entre 19 e 24 de fevereiro, com 4.986 respondentes. A margem de erro é de 1 ponto porcentual.
Segundo o estudo, 96,4% dos entrevistados souberam da homenagem; 27,5% assistiram ao desfile integralmente ou na maior parte. Já 3,6% afirmaram não ter visto. O tema repercutiu de forma polarizada, com 47,9% considerando a homenagem legítima e 45,4% vendo propaganda política antecipada.
Entre eleitores, 88% dos que votaram em Lula em 2022 não enxergaram problema na homenagem, enquanto 96,3% dos que votaram em Bolsonaro afirmaram ter visto crime eleitoral. A percepção sobre eventual participação do governo no desfile também variou, com mais pessoas desconfiando de interferência do que afirmando ter havido.
Desfile e polarização
A pesquisa aponta divisão sobre o conteúdo do desfile. 46,7% entenderam que Lula assistiu presencialmente não foi negativo; 41,7% disseram que foi positivo, por impacto econômico e cultural. Outros 8% não avaliaram ou permaneceram neutros, e 3,6% não souberam responder.
Alegorias e crítica ao conservadorismo
Um destaque foi a ala “Neoconservadores em conserva”, com fantasias de latas e referências a conservadorismo. A escola apontou que o grupo satirizava setores conservadores, associando-o a extrema-direita. Adereços incluíram alusões ao agronegócio, elites econômicas e defesa de regimes autoritários.
Reação pública e alcance
Sobre a ala, 60,6% disseram ter visto cortes ou comentários após o desfile, 26,7% viram ao vivo e 12,7% não acompanharam. Em relação às fantasias, houve divisão de opiniões entre os respondentes. 56,2% não se sentiram ofendidos; 39,2% consideraram-se ofendidos em algum grau.
Os dados mostram, de modo geral, um país dividido entre diferentes leituras sobre a homenagem e o papel das manifestações culturais na política. A AtlasIntel/Bloomberg destacou que o tema segue gerando debates sobre liberdade de expressão, participação governamental e o peso da cultura no debate público.
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