- A CPMI do INSS aprovou, em votação simbólica, um pacote de requerimentos que atinge o entorno do Palácio do Planalto, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o “Lulinha”.
- Governistas tentaram retirar o requerimento, mas não conseguiram; ao final houve confusão entre parlamentares ao serem questionados pelo placar com o presidente da CPMI, Carlos Viana.
- Entre os pontos do relatório, está a interceptação de mensagens que citam um repasse de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, sinalizando possível vínculo financeiro.
- Registros de viagem indicam que Lulinha e Antônio Camilo estiveram juntos em Lisboa, em novembro de 2024, viajando em primeira classe com passagens entre R$ 14 mil e R$ 25 mil.
- O relatório também aponta suspeitas de que Fábio Luís atuaria como sócio oculto em empreendimentos de cannabis medicinal, financiados, segundo a investigação, por desvios da Previdência; defesa acionou o STF para acesso aos autos, e a apuração segue em curso.
A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), um conjunto de requerimentos que envolve o entorno do Palácio do Planalto. Entre as medidas aprovadas está a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente. A votação foi simbólica e ocorreu em bloco.
Governistas tentaram retirar o pedido, mas não obtiveram sucesso. Ao término da votação, houve desentendimento entre senadores da base e o presidente da CPMI, Carlos Viana, sobre o placar. A confusão ocorreu antes de a bancada deixar a sessão.
Segundo relatório, um ponto relevante é a interceptação de mensagens atribuídas a Antunes, nas quais ele menciona o repasse de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, entendido pela PF como referência a Fábio Luís. Os investigadores apontam indícios de vínculo financeiro entre os envolvidos.
Contexto e próximos passos
Registros de viagem indicam que Lulinha e Antônio Camilo estiveram juntos em Lisboa, em novembro de 2024. Documentos anexados mostram que viajaram em assentos de primeira classe, com passagens entre R$ 14 mil e R$ 25 mil.
O relatório também cita suspeitas de que Fábio Luís atuaria como sócio oculto em negócios ligados ao mercado de cannabis medicinal. As empresas teriam, segundo a apuração, financiamento possivelmente originário de desvios da Previdência Social.
A defesa dos citados ainda não se manifestou formalmente sobre os pontos do relatório. A apuração continua em curso, cabendo às instâncias competentes decidir sobre os próximos passos.
Complemento e ações legais
Nesta quarta-feira (25), a defesa de Fabio Luis acionou o STF para requerer acesso aos autos do inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça, visando confirmar se ele é formalmente investigado. Os advogados classificam as menções ao nome dele como impropérios.
A apuração segue sob sigilo relativo e envolve o escopo da CPMI do INSS, com desdobramentos que dependem de pronunciamentos de autoridades judiciais e de órgãos de fiscalização.
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