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Irã e EUA se reúnem em Genebra para evitar guerra

Negociações EUA e Irã em Genebra ganham tempo: oferta iraniana sobre o programa nuclear é apresentada; Trump avisa que pode atacar se falharem as tratativas

El ministro iraní de Asuntos Exteriores, Abbas Araghchi
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  • Em Genebra, Irã apresentou aos mediadores de Omã uma proposta sobre o seu programa nuclear, durante negociações indiretas com os Estados Unidos.
  • O ex-presidente Donald Trump avisou que pode usar a força se as conversas falharem, ampliando pressão com novas sanções e mobilização militar nos arredores do Oriente Médio.
  • Irã quer tratar apenas do programa nuclear, e teria oferecido limitar o enriquecimento de urânio, em troca do levantamento de sanções.
  • Os Estados Unidos exigem o fim do programa nuclear iraniano, além de limites ao programa de mísseis balísticos e a retirada do apoio a grupos radicais na região.
  • O Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra mais de trinta pessoas, entidades e navios, por facilitar vendas ilícitas de armamentos e petróleo.

O Irã e os Estados Unidos se reuniram em Genebra, na Suíça, para tentar evitar um conflito militar. Teerã entregou aos mediadores de Omã uma proposta sobre seu programa nuclear, enquanto Washington negocia sob pressão de Washington. O encontro ocorre num momento de tensões crescentes na região.

A sessão envolve a delegação iraniana liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e emissores dos EUA, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, conforme informações de veículos de imprensa. O objetivo é manter a diplomacia em curso enquanto o tempo para acordo é contado.

Antes da rodada, o clima era de otimismo entre as partes. O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou possibilidade de ataque caso as negociações fracassem, ao mesmo tempo em que indicou novas sanções. Do lado iraniano, representantes ressaltaram a importância de uma via diplomática.

Pelo lado americano, a postura envolve exigências mais abrangentes. Além de encerrar o programa nuclear, Washington condiciona o controle de mísseis balísticos e o fim de apoio a grupos na região. Entre os nomes citados, o enfoque está na verificação e na duração de qualquer acordo.

Enquanto as negociações acontecem, o público externo acompanha o desenrolar com apreensão. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra entidades ligadas à venda de armamentos e petróleo, visando restringir operações do setor iraniano.

Na resposta oficial de Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores negou as acusações e pediu atenção ao processo diplomático. O Irã descreveu as críticas como desinformação, reiterando o desejo de negociar com foco nos limites ao enriquecimento de urânio.

O cenário regional permanece tenso. O grandes deslocamentos de forças e o aumento de atividades militares no Oriente Médio elevam o risco de escalada. Países vizinhos observam o desenrolar com preocupação diante de um possível cessar-fogo na região e de impactos sobre acordos existentes.

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