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Líder petista acusa presidente da CPMI do INSS de manipular votação sobre Lulinha

Líder do governo acusa presidente da CPMI do INSS de manipular a contagem que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Lula da Silva, alvo de controvérsia

Jaques Wagner diz que havia maioria contra o requerimento e promete recorrer da quebra de sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, acusou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, de manipular a contagem de votos que aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
  • Wagner afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que houve manipulação e que não sabe como o imbróglio terminará, citando a confusão envolvendo um soco entre deputados durante a sessão.
  • Segundo o relato de Wagner, havia 14 votos a favor e sete contra, indicando que, na visão dele, não havia maioria para a aprovação do requerimento.
  • O líder petista contesta a pauta de convocação de depoimentos da base governista, sugerindo que Viana pauta apenas itens de interesse da oposição, citando exemplos de pedidos ligados a depoimentos de Fabiano Zettel e do governador Romeu Zema.
  • Lulinha, filho do presidente Lula, é suspeito de ser o “filho do rapaz” citado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal; Wagner afirmou conhecer a família e o “padrão modesto” de Lulinha.

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, acusa o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, de manipular a contagem de votos que aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A sessão ocorreu nesta quinta-feira (26).

Segundo Wagner, houve uma montagem da votação em bloco que envolveu diversos requerimentos, e, segundo ele, a oposição contou com 14 votos contra sete. Ele afirmou ter visto, nas imagens da TV Senado, indícios de falta de maioria para o requerimento de quebra de sigilo.

O líder petista afirmou ainda que a resistência à convocação do filho do presidente decorre da recusa de Viana em pautar requerimentos da base governista. Como exemplo, citou pedidos de depoimento de Fabiano Zettel e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Lulinha é alvo de investigações e aparece em mensagens interceptadas pela Polícia Federal, associadas ao apelido do “careca do INSS”. A PF aponta relação entre o suposto esquema de descontos e recursos rubriados. Wagner disse conhecer Lulinha e sua família, afirmando conhecer o padrão da família.

A assessoria de Carlos Viana não se manifestou sobre as acusações. O Senado informou que o líder do governo solicitou o esclarecimento de pontos da votação, sem detalhar desdobramentos futuros.

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