- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceu o ministro Fernando Haddad a disputar as eleições de 2026, abrindo caminho para Haddad concorrer ao governo de São Paulo.
- Haddad tinha resistido devido ao favoritismo de Tarcísio de Freitas, atual governador e candidato à reeleição.
- A chapa de Tarcísio para o governo envolve Guilherme Derrite, do PP, como pré-candidato ao Senado; a vaga do Senado está em disputa com o PL.
- O PT e o PSD disputam espaço com o grupo de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que também querem a vice de Tarcísio; hoje o posto é de Felício Ramuth, do PSD.
- Haddad precisa mobilizar o eleitorado petista e da capital paulista para sustentar o palanque de Lula em São Paulo, o principal colégio eleitoral do país.
O presidente Lula convenceu o ministro Fernando Haddad (Fazenda) a disputar o governo de São Paulo em 2026, durante viagem à Ásia. Haddad vinha resistindo a deixar o cargo, mas foi persuadido pelo chefe do Planalto.
A confirmação ocorre em meio ao favoritismo do governador Tarcísio de Freitas à reeleição. Haddad passa a integrar a chapa de forma estratégica para ampliar o palanque de Lula no principal colégio eleitoral do país.
A decisão altera a configuração da chapa majoritária de Tarcísio, que já avalia internamente cenários para o Senado. A ideia inicial envolve o deputado Guilherme Derrite (PP) como pré-candidato, com a vaga disputada entre legendas.
Chapa e cenários no Senado
O PT tem interesse em manter espaço político junto ao eleitorado da capital, onde Haddad foi prefeito (2013-2016) e vencer em 2022. Há expectativa de que Haddad mobilize votantes simpáticos ao partido para sustentar o palanque de Lula em SP.
O capital paulista é visto como crucial para a eleição nacional. A frente bolsonarista, que envolve o PSD de Kassab e a relação com Felício Ramuth, atual vice de Tarcísio, precisa manter acordos para evitar rupturas. Kassab procura aproximação com a ala do governo.
Próximos passos
A apuração sobre mudanças na composição da chapa deve ganhar novos desdobramentos nas próximas semanas. Haddad precisa articular apoio do eleitorado paulista para manter o equilíbrio dentro do PT e fortalecer o palanque de Lula.
Mais informações serão apresentadas nesta sexta-feira no podcast A Hora, do UOL, com Thais Bilenky e José Roberto de Toledo. O programa costuma sair pela manhã e também tem versão em videocast.
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