- A Operação Vassalos mira suposto esquema de desvios de emendas parlamentares e TEDs, envolvendo o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e os filhos Miguel Coelho, ex‑prefeito de Petrolina, e Fernando Filho, deputado federal; ao todo, são 42 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF.
- Entre os investigados, há núcleo político ligado à família Coelho, com envio de recursos à prefeitura de Petrolina e à Codevasf, para contratos com a Liga Engenharia, principal beneficiária de pavimentação na cidade desde 2017.
- A PF aponta que parte dos valores destinados a Petrolina foi utilizada para custos de contratos com a Liga Engenharia, com pagamentos e ocultação patrimonial por meio de empresas ligadas à família.
- O fluxo de recursos envolve emendas parlamentares, TEDs, participação de Codevasf e contratos com a Liga Engenharia, além de menções a estruturações societárias e laranjas para ocultar beneficiários.
- Prefeitura de Petrolina e defesas afirmam defender a regularidade dos recursos e a transparência das obras; a Codevasf, a PF e autoridades de controle também compõem o cenário investigativo.
A Operação Vassalos investiga esquema de desvios de emendas parlamentares, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a família Coelho. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, com sigilo telefônico derrubado, autorizados pelo STF. O alvo central é Fernando Bezerra Coelho e seus filhos.
Entre os investigados estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho. Também aparecem membros da Codevasf e representantes da Liga Engenharia, contratada para pavimentação no município.
As ações ocorreram na quarta-feira (25) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Guarnições da PF cumpriram mandados em uma empreiteira ligada a Bezerra Coelho, na sede da prefeitura de Petrolina e em outros locais, incluindo a Codevasf.
A PF aponta que recursos de emendas e TEDs teriam sido enviados a Petrolina e à Codevasf e, posteriormente, repassados à Liga Engenharia, via contratos, com pagamento de vantagens e ocultação patrimonial.
A Liga Engenharia seria beneficiária de grande parte dos repasses para pavimentação desde 2017, época da gestão de Miguel Coelho. A empresa recebeu contratos que somaram dezenas de milhões de reais.
Núcleo político – família Coelho: Bezerra Coelho seria o elo com a Codevasf; ele violaria o fluxo de emendas entre 2019 e 2021, segundo a PF. Fernando Filho também participou de emendas e articulações com a estatal.
Miguel Coelho, à frente da prefeitura, é apontado como articulador de vias de pavimentação e responsável por repasses à Liga; há ligações com empresas ligadas à família e ao fluxo de recursos entre prefeitura e estatal.
Núcleo Codevasf: Aurivalter Cordeiro, ex-superintendente em Petrolina, seria próximo de Bezerra e responsável por encaminhar mensagens com prestação de contas. Marcelo Moreira Pinto, ex-presidente, assinou contratos entre Liga e a Codevasf.
Henrique Bernardes, diretor da Codevasf, e Guilherme Almeida, ex-chefe de gabinete, também aparecem ligados a negociações de recursos para obras na região. Daniela Barbosa, pregoeira, foi citada por falhas em licitações favoráveis à Liga.
Núcleo Liga Engenharia: Fabrício Ribeiro Lima e Pedro Garcez de Souza são apontados como sócios que movimentaram recursos e efetuaram saques importantes. Investigações indicam uso de empresas de familiares para ocultação de beneficiários.
Núcleo de apoio e ocultação: Simão Durando, atual prefeito de Petrolina, e outros agentes municipais teriam participação indireta. Contas teriam passado por planilhas de repasses e intermediários para facilitar a lavagem de recursos.
O que dizem os investigados: Bezerra Coelho afirma ter recursos corretamente destinados; Miguel Coelho e Fernando Filho dizem que fatos já foram arquivados pelo STF. A Procuradoria Geral da República manifestou-se contra as medidas.
A prefeitura de Petrolina informou que os repASSES ocorreram dentro da legalidade, com obras de pavimentação e recapeamento monitoradas por órgãos de controle. A gestão ressaltou que não há decisão judicial reconhecendo ilícitos.
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