- Líderes dos partidos na Câmara combinaram de votar a PEC da Segurança na próxima quarta-feira.
- A proposta prevê a redução da maioridade penal, para 16 anos, com referendo sobre essa parte em ano de eleição, se aprovada.
- A regra valeria para crimes violentos; crimes como homicídio simples de menor passeria a ser julgado pelo Código Penal.
- O objetivo é fortalecer respostas à violência, com apoio do centrão e da direita, enquanto a esquerda resiste à redução.
- A PEC também endurece regras para sair do regime fechado, incluindo casos de feminicídio, crimes contra crianças e chefiar facção criminosa.
A Câmara dos Deputados vai votar, na próxima quarta-feira, a PEC da Segurança, que pode reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes violentos. A votação ocorre em meio a negociações e expectativa de acordo entre blocos.
Se aprovada, a nova regra valeria apenas para crimes violentos. Adolescentes que cometam homicídio simples seriam julgados pelo Código Penal, com pena entre 6 e 20 anos, em vez de serem julgados pelo ECA, que prevê internação. Em casos de assalto com morte e sequestro, o ECA seria mantido.
O relator Mendonça Filho (União-PE) disse que, se aprovada, a medida passará por referendo em ano de eleição, para que a população decida. O texto também prevê endurecimento de regras para sair do regime fechado em crimes como feminicídio, crimes contra crianças e chefiar facção criminosa.
Debate e posições
Líderes afirmam que a redução da maioridade é prioridade, com negociações até a véspera da votação. O governo, por meio do Ministério da Justiça, participa dos entendimentos, buscando um acordo entre PT, PDT e PSOL, entre outros.
Oposição e aliados divergem: o PT afirma que a PEC é central, enquanto o PSOL sinaliza obstrução caso a redução permaneça. O centrão e a direita garantem apoio ao projeto, desde que haja consenso suficiente para aprovação.
Detalhes da negociação indicam encontro específico com o PDT e reunião ampliada com PT e PSOL, para alinhar às 24h anteriores ao pleito. Guimarães, líder do governo, disse que a posição oficial deve ser divulgada até terça-feira à noite.
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