- O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, negou qualquer “manobra regimental” para aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, dizendo ter contado votos duas vezes.
- A sessão terminou em confusão quando o requerimento para Lulinha foi aprovado, gerando protestos de governistas e empurra-empurra na mesa diretora.
- O deputado Paulo Pimenta afirmou que o procedimento foi irregular, alegando violação à democracia e pedindo a anulação do resultado.
- A sessão foi interrompida e a transmissão da TV Câmara chegou a ser pausada por quinze minutos, sendo retomada em seguida.
- Segundo Carlos Viana, 31 parlamentares estavam presentes, 7 votaram contra e o governo perdeu; havia também requerimento rejeitado para ouvir Flávio Bolsonaro.
A CPI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em meio a tumulto durante a sessão desta terça-feira. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que houve contagem de votos duas vezes e negou qualquer manobra regimental para o andamento do requerimento. A aprovação ocorreu na época da sessão, com 31 presentes, sete votos contrários e o governo não obtendo a maioria para derrubar a pauta.
A confusão começou quando governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar. Parlamentares alegaram irregularidades na contagem, apontando contraste entre votos registrados e as imagens da votação. A TV Câmara interrompeu a transmissão e a sessão foi suspensa por 15 minutos antes de ser retomada.
Segundo Viana, o governo tentou colocar a pauta em bloco, e havia ainda um requerimento para convocar o senador Flávio Bolsonaro, que foi rejeitado. O debate girou em torno de como a bancada governista queria viabilizar a lista de nomes a serem ouvidos.
A oposição, representada pelo PT, questionou a lisura do processo. O deputado Paulo Pimenta afirmou que houve irregularidades e pediu a anulação do resultado, citando inconsistência entre o registro de votos e imagens disponíveis. Ele mencionou possível impacto institucional da decisão.
A sessão foi marcada por confrontos entre grupos, com parlamentares de posições distintas tentando influenciar o desfecho. O resultado da votação foi mantido, apesar das contestações, e a CPI segue com a quebra de sigilo autorizada para Lulinha.
- O que leva a continuidade da análise sobre o caso, incluindo as implicações legais, será apurado nos próximos passos da CPI, conforme a agenda interna.
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