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Presidente da CPMI critica PT e afirma que não há quórum por narrativa

Presidente da CPMI do INSS afirma ter registrado quórum de trinta e um presentes e critica o PT por tentar esvaziar a investigação

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS
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  • A CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana, aprovou requerimentos para a quebra de sigilos de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, com Viana afirmando ter seguido o regimento.
  • Após a votação, houve confusão entre deputados da base e da oposição: Rogério Correia (PT-MG) partiu para cima do relator Alfredo Gaspar e empurrou Luiz Lima (Novo), que reagiu com socos, interrompendo a sessão.
  • A votação foi simbólica: segundo a presidência, 31 presentes; sete votos contrários. A base governista sustenta 14 votos contrários entre 21 votos válidos.
  • O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) alegou fraude na contagem e levou a contestação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre; Viana manteve que houve verificação nominal e que não houve quórum suficiente.
  • Na segunda parte da sessão, o PT não participou; Duarte Jr. esteve presente. O empresário Paulo Camisotti permaneceu em silêncio; seu pai, Maurício Camisotti, é acusado em investigações ligadas à Operação Sem Desconto e está preso desde setembro de 2025.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu críticas do PT após a votação que aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Viana afirmou ter seguido estritamente o regimento, assegurando que a decisão foi tomada com base no que está registrado em ata. O senador ressaltou que não houve retrocesso na condução da comissão.

Um embate agitou a sessão após a aprovação dos requerimentos. Parlamentares do PT questionaram a contagem de votos e a presença, levando a confrontos entre representantes dos blocos.

A votação foi considerada simbólica. Segundo a presidência, 31 parlamentares estavam presentes; sete votaram contra a quebra de sigilos. A base do governo sustenta que 14 titulares votaram contrariamente, entre 21 votos válidos.

Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que houve fraude na contagem e registrou a contestação junto ao presidente do Senado, além de encaminhar questionamentos à Comissão de Ética sobre Viana.

Viana manteve a versão oficial: houve verificação nominal com 31 presentes e leitura em voz alta para confirmar o quórum. Ele disse que não houve quórum por fotografia ou interpretação posterior e que não houve números suficientes para a maioria.

Para Aprovar a medida, seriam necessários 16 votos contrários, observou o presidente. Mesmo com a eventual presença de 14 parlamentares em pé, não haveria quórum suficiente segundo a leitura de Viana.

Em meio aos desdobramentos, o deputado citou passagem bíblica e manteve o tom de defesa da condução da CPMI, afirmando que a votação ocorreu dentro do regimento e que a justiça prevalecerá.

O requerimento de quebra de sigilos foi apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) com base em uma representação da Polícia Federal, visando apurar eventual favorecimento a Lulinha em repasses investigados na Operação INSS.

Panorama do andamento

A segunda parte da sessão não contou com a presença de integrantes do PT. O único representante do partido presente foi Duarte Jr. (PT), que atua como vice-presidente da CPMI.

O PT manteve críticas à atuação da comissão, acusando a bancada de tentar blindar investigados, conforme avaliação de seus aliados ao longo da tarde. O ambiente permaneceu tenso, com debates sobre a condução do processo.

O filho do empresário Paulo Camisotti — ligado à investigação — foi ouvido como testemunha, porém permaneceu em silêncio. O empresário tem relação com o grupo alvo pela investigação, conforme apurações da operação vinculada ao caso.

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