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Presidente do Porto de Santos recebeu propina de INSS, aponta PF

PF aponta pagamento de propina de R$ 250 mil ao presidente do Porto de Santos, intermediado pela Conafer, ligado a Stefanutto, ex-presidente do INSS

Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
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  • A Polícia Federal aponta que o presidente do Porto de Santos, Anderson Pomini, recebeu R$ 250 mil de uma empresa intermediária para o executivo Alessandro Stefanutto, chamado de “Italiano”, em outubro de 2022.
  • O dinheiro seria destinado a Stefanutto, segundo as investigações, por meio de uma empresa chamada To Hire Cars, em pagamento vinculados a atividades da Conafer.
  • Pomini nega ter repassado os valores a Stefanutto e afirma ter recebido pelos serviços prestados ao PSB; o PSB diz que o pagamento seria pro bono e que não autorizou ou tinha ciência de qualquer pagamento.
  • A PF aponta que as cifras envolvem contratos entre a Conafer, To Hire Cars e outras intermediárias, com milhares de pagamentos que teriam passado por estruturas de fachada.
  • O caso liga Pomini a operações investigadas no INSS, com Stefanutto tendo sido presidente do INSS no início de 2023; o Porto de Santos diz que o tema não tem relação com a gestão da Autoridade Portuária.

O presidente do Porto de Santos, Anderson Pomini, é investigado pela Polícia Federal por receber propina estimada em 250 mil reais em nome do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo o inquérito, o dinheiro seria relacionado a descontos indevidos a aposentados.

A PF aponta que o pagamento ocorreu em outubro de 2022 por meio de uma empresa de Intermediação chamada To Hire Cars, com destino ao codinome Italiano, utilizado para Stefanutto. A investigação relaciona o caso a um esquema mais amplo de fraudes no INSS.

Pomini foi alvo de busca e apreensão em novembro na operação Sem Desconto, em curso no STF. O presidente do Porto de Santos confirmou ter recebido o valor por serviços prestados ao PSB, mas negou ter repassado o dinheiro a Stefanutto.

O PSB informou que não autorizou pagamento por esse serviço, alegando que seria feito pro bono. Carlos Siqueira, presidente nacional do partido, disse que o PSB não teve conhecimento do pagamento e não o autorizaria.

A PF sustenta que o gasto com o pagamento não consta nas prestações de contas do PSB referente a 2022, ano em que Pomini representou o partido no STF. O inquérito descreve ainda que Stefanutto seria o destinatário real da quantia, conforme mensagens apreendidas.

A investigação envolve a Conafer, associação acusada de desviar recursos do INSS por meio de empresas de fachada. A PF afirma que a To Hire e outras empresas receberam centenas de milhões de reais, com parte dos recursos destinada ao pagamento ao Italiano.

Segundo o relatório, entregas de recursos a Stefanutto teriam sido intermediadas por escritórios de advocacia, uma imobiliária e a pizzaria Delícia Italiana Pizzas. No total, a PF indica que Stefanutto recebeu cerca de 4 milhões de reais em propina.

Pomini atua no Porto de Santos até o fim de 2027. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu sobre a continuidade do presidente na gestão. O órgão informou que o caso não guarda relação com a Autoridade Portuária de Santos.

O ministro Márcio França destacou que Pomini já prestou serviços para o PSB e foi indicado ao cargo pelo partido. Ele ressaltou a continuidade do quadro técnico pelo mérito, mesmo após mudanças políticas.

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