- PT enfrenta racha interno sobre a continuidade de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula; PSB acusa tratamento injusto ao vice.
- A crise ganhou força após reunião da executiva do PT em São Paulo, que expôs divergências sobre a composição da chapa para outubro.
- Parte do PT discute uma possível aliança com o MDB, abrindo espaço para questionamentos sobre a permanência de Alckmin.
- O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, afirma que substituir Alckmin seria injusto e pode gerar instabilidade na base aliada.
- O presidente nacional do PSB, João Campos, se reuniu com Lula no Planalto no dia 10 e saiu confiante de manter a parceria PT-PSB.
O PT vive um racha interno sobre a continuidade de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula para as eleições deste ano. A crise ganhou força após setores do partido defenderem a substituição do atual vice, enquanto o PSB contesta o tratamento considerado injusto com o aliado.
A tensão ficou evidente após uma reunião da executiva do PT em São Paulo no começo desta semana, que revelou divergências sobre a composição da chapa que disputará o pleito de outubro. A possibilidade de uma aliança com o MDB ganhou espaço entre alguns membros do PT, o que reacendeu o debate sobre a permanência de Alckmin.
Para o PSB, representado pelo líder na Câmara, Jonas Donizette, a denúncia de tratamento injusto envolve manter Alckmin na vice-presidência e aponta riscos de instabilidade caso haja mudança. Donizette afirmou que um vice fiel como Alckmin não merece o que vem sendo discutido internamente.
Reações internas no PT
O PSB destacou que eventuais trocas na vice-presidência podem criar dificuldades na coalizão já formada. O tema ganhou visibilidade após relatos de que o PT avalia aproximações com o MDB, hoje ingrediente de apoio ministerial no governo federal.
O MDB, por sua vez, já ocupa três ministérios e é nisso que parte do PT estaria mirando, reforçando a ideia de que a montagem da chapa dorme em meio a negociações com outras siglas. A avaliação dentro do PT é de que qualquer mudança precisa considerar a governabilidade.
Posição do PSB e relação com Lula
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, reuniu-se com Lula no Palácio do Planalto no dia 10 do mês, buscando assegurar a continuidade da parceria com o PT. Campos afirmou ter saído da reunião confiante na manutenção da aliança.
Na declaração pública após o encontro, Campos destacou que Lula e o PSB mantêm uma relação de respeito e que a construção da coalizão envolve diálogo franco entre as lideranças. O PSB reafirmou, porém, a necessidade de alinhamento entre as direções partidárias para evitar rupturas.
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