- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, exonerou o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho da Silva, e demitiu o presidente da SPTuris, Gustavo Pires, após denúncias envolvendo contratos da estatal com a MM Quarter Produções e Eventos.
- A Controladoria Geral do Município identificou documentos que indicariam ligação entre Marinho e a MM Quarter, incluindo uma procuração assinada pela empresária Nathália Carolina da Silva Souza.
- A MM Quarter passou a receber contratos expressivos da SPTuris após a nomeação de Marinho, em 2022, totalizando mais de 200 milhões de reais em acordos.
- Nathália Souza já foi sócia de Marinho em uma empresa de comunicação política; documentos mostram que ela passou a controlar a MM Quarter dias antes da nomeação, aumentando as solicitações de investigação.
- O prefeito também nomeou o subprefeito da Sé, coronel Marcelo Vieira Salles, para presidir a SPTuris, em meio à pressão pela criação de uma CPI para apurar os contratos e a relação com empresas privadas.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), exonerou o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho da Silva, e demitiu o presidente da SPTuris, Gustavo Pires. A decisão segue denúncias envolvendo contratos milionários da estatal com a MM Quarter Produções e Eventos. A Controladoria Geral do Município identificou documentos que indicariam ligação entre Marinho e a empresa investigada.
Segundo a prefeitura, a CGM encontrou uma procuração assinada pela empresária Nathália Carolina da Silva Souza, dona da MM Quarter, que teria concedido poderes ao então secretário-adjunto. A existência do documento justifica o afastamento enquanto as apurações administrativas avançam.
As suspeitas ganharam força após reportagens indicar que a MM Quarter recebeu contratos expressivos da SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria de Turismo, em 2022. A empresa acumula contratos que, somados, superam 200 milhões de reais em diferentes áreas.
Nathália Souza era sócia minoritária de Marinho em uma empresa de comunicação política e, posteriormente, passou a controlar integralmente a MM Quarter, dias antes da nomeação do ex-secretário. A mudança societária é objeto de questionamento por oposição e pedidos de investigação ao Ministério Público.
A MM Quarter negou irregularidades e afirmou ter evolução patrimonial compatível com suas atividades. A gestão municipal informou que encaminhou apuração completa sobre eventuais ilegalidades, sem prejulgamentos.
Além das exonerações, Nunes indicou o coronel Marcelo Vieira Salles, subprefeito da Sé, para presidir a SPTuris. A decisão ocorre durante a escalada de pressão política para a abertura de uma CPI na Câmara Municipal, visando investigar contratos da estatal e a relação com empresas privadas.
Substituição na SPTuris
Marcelo Vieira Salles assume o cargo em meio à necessidade de maior avaliação de contratos e da atuação da empresa pública. A mudança amplia o foco de apuração sobre a gestão do turismo municipal e as parcerias com o setor privado.
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